Como é o foguete e quem são os astronautas que integram missão de volta à Lua após 54 anos

Como é o foguete e quem são os astronautas que integram missão de volta à Lua após 54 anos

Humanidade volta à Lua depois de mais de 50 anos

Missão tripulada vai orbitar o satélite, abrindo caminho para um futuro pouso. Crédito: NASA

Programado para o próximo dia 6 de fevereiro, Artemis 2 é o segundo voo do programa Artemis, da Agência Espacial Americana (Nasa) e o primeiro a levar seres humanos para a Lua depois de mais de 50 anos.

A missão enviará quatro astronautas em uma viagem de aproximadamente dez dias em órbita da Lua e de volta para a Terra, testando sistemas que serão cruciais para programada volta ao solo lunar.

Um dos principais objetivos desta segunda missão é validar o Sistema de Lançamento Espacial (SLSna sigla em inglês), o conjunto de foguetes que vai impulsionar o voo, e a espaçonave Órion.

Na Artemis 1, lançada em 2022, a Órion fez o mesmo voo em órbita da Lua, mas sem tripulantes. Agora, pela primeira vez, humanos estarão a bordo da espaçonave – a primeira a ultrapassar a órbita baixa da Terra em mais de cinco décadas.

Durante a missão, os astronautas vão viajar alguns milhares de quilômetros além da Lua, submetendo à espaçonave à radiação espacial e testando sistemas de navegação, comunicação e sobrevivência em um voo real.

Artemis 2 não pousará na Lua; mas a missão é considerada um passo crucial para o futuro das missões Artemis que pretendem levar humanos de volta à Lua até o fim da década.

Quem estará na nave

A tripulação da Artemis 2 foi anunciada em 3 de abril de 2023. São três astronautas da Nasa e um astronauta da Agência Espacial do Canadá (CSA).

O comandante é Reid Wisman (Nasa), o piloto é Luva Victor (Nasa), uma das especialistas da missão é Cristina Koch (Nasa) e o outro é o canadense Jeremy Hansen. Esta é a primeira vez que uma mulher (Christina) e um homem negro (Glove) vão à Lua.

Interesse pela Lua ressurgiu este século

Entre os anos 1960 e 1970, a Guerra Fria motivou a corrida espacial entre as duas grandes potências da época, os EUA e a União Soviética, que acabou levando o primeiro homem à Lua, como símbolo máximo do poderio bélico e tecnológico. Entretanto, desde 1972, quando os EUA encerraram o programa Apollo, a Lua ficou em segundo plano.

Desde a descoberta de água congelada na Lua, no início dos anos 2000, no entanto, ressurgiu o interesse pelo satélite. A presença de uma fonte importante de oxigênio e hidrogênio deu às agências espaciais uma nova razão para explorar a Lua.

Na última década, foram feitas seis tentativas de pouso lunar. Três delas, bem sucedidas, pela China, que, inclusive, trouxe de volta à Terra amostras de solo; e outras três fracassadas, lideradas por Índia, Japão e Israel. A China já anunciou também que pretende levar seres humanos à Lua até 2030.

Entre as possibilidades de recursos a serem explorados na Lua, além da água, estão minerais e novas fontes de energia. Também será uma oportunidade de preparar as bases para uma futura conquista de Marte.

China, Estados Unidos e outros 132 países são signatários do Tratado do Espaço Sideral, de 1967, segundo o qual “o espaço, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não está sujeito a apropriação nacional por alegação de soberania, de ocupação ou qualquer outra”. Mas especialistas não têm dúvidas de que quem chegar primeiro ao satélite e conseguir estabelecer as primeiras bases ou colônias lunares alegará prioridade na exploração.

Outro fator é a geração de tecnologia de ponta para uso na Terra, inclusive bélica. Vale lembrar que a sopa desidratada da dieta da moda, as armas sofisticadas usadas na Ucrânia, entre tantas outras coisas, são fruto da tecnologia gerada pela corrida espacial.

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