Qual é a melhor camisa e a mais controversa da Copa do Mundo?
Estadão conversa com especialistas em moda e colecionador para trazer, em detalhes técnicos, seleções que capricharam e quem ficou devendo nos uniformes. Crédito: Symone Rech e Gabriella Geremias
Após a Fifa liberar o uso de bandeiras do movimento LGBTQIA+ no duelo desta sexta-feira entre Egito e Irã, válido pela terceira rodada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026, as arquibancadas e o entorno do Lumen Field, local da partida em Seattle, nos Estados Unidos, tiveram torcedores ostentando o símbolo com orgulho, na partida que pode garantir às duas equipes do Oriente Médio a classificação para a fase de 16 avos de final.
A cidade de Seattle, no estado de Washington, está recebendo a tradicional Semana do Orgulho LGBTQIA+ simultaneamente à disputa do Mundial. Os países das duas seleções envolvidas na partida são de maioria muçulmana e criminalizam relações entre pessoas do mesmo gênero.

Torcedores presentes no Lumen Field ostentam com orgulho a bandeira do movimento LGBTQIA+. Foto: Foto de Lindsey Wasson/AP
“A Copa do Mundo da Fifa 2026 é um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens. Torcedores de todas as orientações sexuais e identidades de gênero são bem-vindos às partidas e eventos. Declarações gerais de direitos humanos, incluindo bandeiras do arco-íris e outras bandeiras que representam orientação sexual e identidade de gênero, são permitidas pelo Código de Conduta do Estádio da Copa do Mundo e podem ser exibidas dentro dos estádios, desde que sejam usadas de maneira consistente com o código”, comunicou a Fifa.
Apesar da autorização para a exibição dos símbolos, a entidade recusou o rótulo de “Jogo do Orgulho”, usado pelo Comitê Organizador Local para promover a partida. Em janeiro, o presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, já havia se pronunciado sobre o tema.

Estádio Lumen Field recebe a partida entre Egito e Irã. Foto: Foto de Ted S. Warren/AP
“É preciso esclarecer que não haverá um ‘Jogo do Orgulho’ na Copa do Mundo. Haverá uma partida da Copa do Mundo em Seattle e, no mesmo dia, eventos organizados por entidades externas acontecerão na cidade. Mas isso não tem nada a ver com a partida em si”, disse Infantino ao jornal suíço Semana Mundial.
A decisão da Fifa havia sido tomada antes do sorteio dos grupos e da definição de que Egito e Irã disputariam o jogo em Seattle justamente durante a semana dedicada à comunidade LGBTQIA+. As duas federações demonstraram insatisfação por meio de comunicados oficiais.

Duelo acontece em Seattle durante a a tradicional Semana do Orgulho LGBTQIA+. Foto: Foto de Ted S. Warren/AP
Em dezembro do ano passado, a Federação Egípcia de Futebol publicou uma nota rejeitando a medida. “Rejeitamos categoricamente a realização de quaisquer atividades relacionadas ao apoio à homossexualidade durante a partida entre a seleção egípcia e o Irã”, afirmou.
A Federação Iraniana de Futebol também se manifestou. “Nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento deve ser realizada dentro do estádio ou como parte do ambiente da partida”, informou a entidade em resposta enviada ao O Atlético nesta semana.