EUA propõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil em investigação sobre trabalho forçado

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Os EUA propuseram uma tarifa de 12,5% ao Brasil e 58 países, incluindo a UE, por falhas em proibir importações de produtos feitos com trabalho forçado. A medida visa proteger o comércio americano, que estaria em desvantagem global. Uma audiência pública ocorrerá em 7 de julho. Argentina, Canadá e outros 12 países enfrentam uma tarifa de 10%. A indústria têxtil terá um mecanismo especial para reduzir tarifas em certos volumes. A diferença nas taxas reflete esforços variados contra o trabalho forçado.

O governo dos Estados Unidos propôs nesta terça-feira, dia 2, uma nova tarifa ao Brasil de 12,5% na investigação comercial aberta sobre o trabalho escravo. A medida também atinge a União Europeia e outros 58 países por causa de suposta “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou que a prática “onera ou restringe” o comércio americano. Para parte dos países, a tarifa foi fixada em 10% (veja lista abaixo).

Uma audiência pública para discutir a proposta será realizada no dia 7 de julho, um dia após a audiência sobre a questão específica do País.

Apenas Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido, Taiwan e União Europeia seriam submetidos à tarifa adicional de 10%; às 46 demais economias, a taxa de 12,5%.

Para a indústria têxtil, no entanto, haverá um mecanismo especial a fim de reduzir a tarifa sobre certo volume de importações de vestuário dos EUA. O total será calculado com base nos volumes de importação e exportação entre os EUA e certos países.

A diferença do percentual da taxação, segundo a publicação do USTR, se dá, basicamente, devido à tentativa destas seis economias de impedir a importação de produtos provenientes do trabalho forçado. As demais, ainda de acordo com a pasta, falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição na comercialização destes produtos com os EUA.

Os presidente Lula e Trump em encontro na Casa Branca no início de maio. Na ocasião, eles discutiram a questão de bens produzidos com trabalho forçado. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Confira a lista das 14 economias afetadas pela tarifa de 10%:

  1. Argentina
  2. Bangladesh
  3. Camboja
  4. Canadá
  5. El Salvador
  6. Equador
  7. Guatemala
  8. Indonésia
  9. Malásia
  10. México
  11. Paquistão
  12. Reino Unido
  13. Taiwan
  14. União Europeia

Confira a lista das 46 economias afetadas pela tarifa de 12,5%:

  1. África do Sul
  2. Argélia
  3. Angola
  4. Arábia Saudita
  5. Austrália
  6. Bahamas
  7. Bahrein
  8. Brasil
  9. Catar
  10. Cazaquistão
  11. Chile
  12. China
  13. Colômbia
  14. Coreia do Sul
  15. Costa Rica
  16. Egito
  17. Emirados Árabes Unidos
  18. Filipinas
  19. Guiana
  20. Honduras
  21. Hong Kong
  22. Índia
  23. Iraque
  24. Israel
  25. Japão
  26. Jordânia
  27. Kuwait
  28. Líbia
  29. Marrocos
  30. Nicarágua
  31. Nigéria
  32. Noruega
  33. Nova Zelândia
  34. Omã
  35. Peru
  36. República Dominicana
  37. Rússia
  38. Cingapura
  39. Sri Lanka
  40. Suíça
  41. Tailândia
  42. Trinidad e Tobago
  43. Turquia
  44. Uruguai
  45. Venezuela
  46. Vietnã

*Matéria em atualização

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