Técnico do Haiti venceu o Brasil em 2022 e vê ausência de Neymar como ‘sinal positivo’

Técnico do Haiti venceu o Brasil em 2022 e vê ausência de Neymar como ‘sinal positivo’

Luisão: ‘Eu daria uma nova chance para o Igor Thiago contra o Haiti’

Comentarista do Seleção Estadão diz que tirar atacante poderia ‘queimá-lo’. Crédito: edição: Larissa Kinoshita

Na véspera do jogo contra o Brasil pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026o francês Sébastien Mignétreinador do Haitidemonstrou confiança em uma vitória de sua equipe. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 18, ele disse que a ausência de Neymar é um sinal positivo para os haitianos. Em 2022, no Mundial do Catar, Migné era auxiliar técnico de Rigobert Song em Camarões, que venceu a seleção brasileira por 1 a 0 na 3ª rodada da fase de grupos. Naquela oportunidade, o craque do Santos foi poupado e não entrou em campo.

“Quatro anos atrás, Neymar não estava disponível. Eu não me lembro se ele estava lesionado ou o que aconteceu, mas ele não estava no campo. Então, é um sinal positivo. Nós usaremos o que pudermos para ser eficientes e tentar fazer história pelo Haiti”, disse o treinador.

Sebastien Migne acredita que ausência de Neymar é sinal positivo para o Haiti Foto: Justin Setterfield/AFP

De volta à Copa depois de 52 anos, o Haiti estreou na edição deste ano contra a Escócia. A equipe chegou a pressionar os europeus, mas foi superada por 1 a 0.

Em busca da reabilitação no Mundial, Migné disse que enfrentar os brasileiros na segunda rodada é motivo de orgulho e alegria. Para ele, este será um momento especial não só para os jogadores, mas para todo o povo haitiano.

“Faz 52 anos que não estávamos na Copa e amanhã vamos ter o marco histórico de jogar com o Brasil. Agora, vamos ter de ficar à altura, porque os fãs haitianos nos esperam e é essa mensagem que eu vou passar para os meus jogadores. Não penso muito no que aconteceu no histórico do confronto, espero que a gente possa fazer com que os haitianos fiquem orgulhosos do seu time. Mostramos uma boa imagem contra a Escócia. A vitrine de amanhã será ainda mais bonita para mostrarmos o que a gente pode fazer.”

Questionado sobre uma possível vitória em cima da seleção brasileira, Migné disse que o resultado provocaria uma festa sem precendentes no país da América Central. “Seria uma loucura total no Haiti. Quando a gente se lança nessa profissão é para viver esse tipo de emoção. Diria que quando a gente é haitiano, a gente tem mais momento difícil do que fácil e o futebol nos oferece para viver grandes emoções amanhã. O que temos pela frente é gigante.”

Brasileiros e haitianos duelam nesta sexta-feira, 19, às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. A Escócia lidera a chave com três pontos, seguida de Marrocos e Brasil, que têm um ponto cada. A equipe de Migné estão na lanterna, sem pontos.

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