Parintins além do espetáculo: o legado social e ambiental da Coca-Cola Brasil na Amazônia

Parintins além do espetáculo: o legado social e ambiental da Coca-Cola Brasil na Amazônia

Muito antes de o Festival de Parintins se tornar uma das manifestações culturais mais conhecidas do País, a Coca-Cola Brasil apostou em seu potencial. Em 1995, a companhia tornou-se a primeira marca a patrocinar oficialmente a maior festa a céu aberto da Amazônia, dando início a uma parceria que vem acompanhando o crescimento do evento e sua projeção nacional.

Trinta anos depois, a relação segue ativa. A renovação garantiu o apoio da empresa às edições de 2026 e 2027. Neste ano, a Coca-Cola Brasil investe R$ 3 milhões no patrocínio do espetáculo folclórico, reconhecido como Patrimônio Cultural brasileiro.

Realizada anualmente no município de Parintins, a cerca de 370 quilômetros de Manaus, a festa atrai milhares de visitantes e se consolidou como uma das principais expressões da cultura popular brasileira. Localizada em uma ilha no Rio Amazonas, a cidade pode ser acessada por via aérea ou fluvial. O voo a partir da capital amazonense dura cerca de uma hora. Já a viagem de barco pode levar até 18 horas, transformando o trajeto em parte da experiência para muitos visitantes.

Mais do que apoiar o espetáculo, a companhia vê o Festival como parte de uma atuação mais ampla na região. Presente na Amazônia há mais de 70 anos, a Coca-Cola Brasil desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento da economia local, da agricultura familiar, do acesso à água, da reciclagem e do empreendedorismo, em parceria com organizações sociais, comunidades e poder público.

A Coca-Cola Brasil destinou R$ 3 milhões ao patrocínio do espetáculo folclórico, reconhecido como Patrimônio Cultural brasileiro Foto: Coca-Cola Brasil/Divulgação

O impacto econômico da cultura

Os efeitos da festividade se estendem muito além dos três dias de apresentações no Bumbódromo: a preparação para a disputa entre os bois Caprichoso e Garantido impacta diferentes setores da economia local e envolve trabalhadores, fornecedores e pequenos empreendedores de diversas áreas.

“O Festival movimenta turismo, comércio, economia criativa e uma ampla rede de profissionais e pequenos negócios que encontram na festa uma importante fonte de renda. Estamos falando de artistas, artesãos, costureiras, cenógrafos, músicos, ambulantes, empreendedores e famílias que participam direta ou indiretamente dessa cadeia econômica”, afirma Gustavo Biscassi, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

A valorização da cultura regional faz parte de uma estratégia de investimentos de longo prazo da companhia na Amazônia, que busca contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região por meio da geração de emprego e renda, do fortalecimento de cadeias produtivas locais e do apoio a iniciativas socioambientais.

Investimentos de longo prazo na Amazônia

Além da parceria com Parintins, a Coca-Cola Brasil mantém projetos que visam ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental da Amazônia. Somente nos dois últimos anos, mais de R$ 12 milhões foram investidos em diferentes ações destinadas aos moradores da região.

Para Biscassi, os resultados alcançados reforçam o valor de programas capazes de gerar impactos duradouros. “Vimos transformações relevantes, como o fortalecimento de cadeias produtivas, o avanço de soluções de acesso à água, a valorização da agricultura familiar, o crescimento do empreendedorismo e a consolidação de iniciativas ligadas à reciclagem e à cultura. São avanços que acontecem ao longo do tempo e que mostram a importância de investimentos contínuos e da atuação conjunta com o poder público, organizações sociais e comunidades locais”, afirma.A agenda ambiental também integra as atividades da companhia.

Essa atuação também se reflete na presença industrial da companhia no Estado. Em Manaus, a Coca-Cola Brasil mantém a Recofarma, sua fábrica de concentrados, além da operação da Solar Coca-Cola, fabricante responsável pela produção e distribuição de bebidas na região. Juntas, essas operações integram uma cadeia que gera empregos diretos e indiretos na capital, mas principalmente no interior do Amazonas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

A agenda ambiental também integra as atividades da companhia.

Uma solução adaptada á Amazônia

Embarcação que percorre comunidades ribeirinhas para mostrar que resíduos podem gerar renda. Foto: Coca-Cola Brasil/Divulgação

Entre as iniciativas mais recentes da Coca-Cola Brasil na Amazônia, está um projeto piloto de logística reversa desenvolvido em parceria com a Green Mining, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e organizações locais.

Batizada de Estação Preço de Fábrica Itinerante, a embarcação percorre o trajeto entre Manaus e Parintins, com paradas em comunidades ribeirinhas para promover educação ambiental e dialogar sobre a separação e a destinação correta de materiais recicláveis.

A proposta é demonstrar, na prática, que resíduos possuem valor econômico e que a coleta seletiva pode contribuir para a geração de renda e para o fortalecimento da cadeia local da reciclagem.

O projeto também busca compreender os desafios da logística reversa na Amazônia, onde os rios são as principais vias de transporte. Após chegar a Parintins, a embarcação retorna a Manaus transportando materiais recolhidos nas comunidades visitadas e resíduos destinados corretamente durante o Festival por meio do Recicla, Galera.

A expectativa é de que a primeira operação piloto gere aprendizados para o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade amazônica.

O legado além do espetáculo

Durante a festa, o público participa da coleta e da separação adequada dos materiais descartados, uma iniciativa do projeto Recicla, Galera Foto: Coca-Cola Brasil/Divulgação

Ó Recicla, Galerarealizado durante o Festival de Parintins pela Sema, em parceria com o Sebrae Amazonas, a Coca-Cola Brasil, a Ascalpin e outros parceiros, consolidou-se como uma importante iniciativa de educação ambiental e gestão de resíduos, mobilizando moradores, torcidas e visitantes em torno da destinação correta de materiais recicláveis.

A iniciativa mobiliza moradores, visitantes e as torcidas dos bois em torno da coleta seletiva. Durante os dias de apresentações, a separação de resíduos se transforma em uma disputa paralela à realizada na arena. Ecopontos instalados no Bumbódromo recebem latinhas e embalagens recicláveis destinadas pelas galeras de Caprichoso e Garantido, que competem pelo título de Campeão Sustentável do Festival.

Segundo dados da Sema, mais de 27 toneladas de resíduos foram encaminhadas para reaproveitamento desde 2022. Além de estimular a destinação correta dos materiais, a ação fortalece a cadeia local da reciclagem e gera oportunidades de renda para trabalhadores envolvidos na gestão dos resíduos.

Além da coleta seletiva, o projeto inclui atividades educativas e interativas e apoio à Ascalpin, responsável pela gestão dos materiais recicláveis. Neste ano, o Recicla, Galera chega à sua sexta edição.

“Em Parintins, a mobilização coletiva faz com que a destinação correta dos resíduos seja vivida como parte da experiência do festival, gerando orgulho e senso de pertencimento”, ressalta Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

Com a Estação Preço de Fábrica Itinerante, lançada em 2026, a companhia espera fortalecer ainda mais a recuperação de embalagens PET e, ao mesmo tempo, identificar os entraves da logística reversa na Amazônia. “Muitas vezes, o desafio não está na separação dos materiais, mas em como viabilizar seu transporte por longas distâncias até destinos adequados para reciclagem. Ao lado de parceiros especializados, queremos testar novos formatos de coleta e destinação, gerando aprendizados que possam contribuir para soluções adaptadas à realidade da região”, conta Katielle.

Soluções para a população ribeirinha

Ainda na agenda socioambiental, a segurança hídrica está entre as áreas prioritárias da atuação da companhia. Uma das iniciativas apoiadas pela Coca-Cola Brasil é o Água +Acesso, desenvolvido em parceria com instituições como a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Projeto Saúde & Alegria.

O programa leva alternativas adaptadas à realidade de áreas rurais e ribeirinhas e já beneficiou mais de 183 mil pessoas em todo o País. Apenas na região amazônica, os investimentos somam R$ 5,7 milhões e contribuíram para a implantação e ampliação de sistemas de abastecimento em cerca de 40 áreas atendidas.

“O principal aprendizado é que não existe uma solução única para a Amazônia. Cada comunidade tem características próprias relacionadas ao acesso, à logística, à disponibilidade de energia e ao uso da água. Por isso, é fundamental construir soluções em parceria com as organizações regionais e com as próprias comunidades”, afirma Katielle.

As soluções incluem tecnologias adaptadas às condições locais, como sistemas de tratamento, distribuição e armazenamento de água, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das comunidades atendidas.

Do empreendedorismo feminino à agricultura familiar

O empreendedorismo feminino está entre as frentes apoiadas pela companhia, por meio de iniciativas de capacitação, mentorias e apoio à comercialização de produtos. Em Parintins, um dos exemplos é a feira Ecojóias do Brasil, que reúne artesãs e empreendedoras capacitadas pelo programa Coca-Cola Dá um Gás no Seu Negócio em oficinas de grafismo indígena, costura e técnicas artesanais. O espaço conta ainda com um ateliê permanente voltado à produção, ao desenvolvimento dos negócios e à geração de renda. Em parceria com a Associação Cidadania Social e Sustentabilidade (ACCSUS), a iniciativa já impactou mais de mil mulheres desde 2023.

A Coca-Cola Brasil também investe no programa Olhos da Floresta, dedicado ao fortalecimento da cadeia produtiva do guaraná no Amazonas Foto: Coca-Cola Brasil/Divulgação

Outra frente de forte impacto é o programa Olhos da Floresta, dedicado ao fortalecimento da cadeia produtiva do guaraná no Amazonas. Mais de 350 famílias participam da iniciativa, que combina assistência técnica, qualificação e incentivo à adoção de práticas sustentáveis, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da agricultura familiar na região.

“Acreditamos que investir na Amazônia também significa apoiar sua cultura, suas pessoas e suas oportunidades de crescimento. Ao longo de mais de três décadas, construímos uma atuação baseada na geração de emprego e renda, no fortalecimento de cadeias produtivas locais, no acesso à água, na valorização da cultura e no desenvolvimento das comunidades amazônicas”, conclui Biscassi.

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