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Reportagem de VEJA revela investigações sobre Davi Alcolumbre, citado por suposto recebimento de US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para beneficiar o Banco Master. O PT da Bahia, incluindo Rui Costa e Jaques Wagner, também é mencionado em esquemas de favorecimento ao banco, com Wagner sob investigação da PF.
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Na terça-feira, 16, no plenário do Senado, senadores saíram em defesa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP)citado em reportagem exclusiva de VEJA sobre as investigações relativas ao envolvimento do senador do Amapá com Daniel Vorcaro e o Banco Mestre. Conforme apurou a reportagem, o banqueiro teria feito ao chefe do Congresso Nacional um pagamento de 30 milhões de dólares, cerca de 155 milhões de reais — leia a reportagem aqui.
De acordo com proposta de confissão revelada pela revista, o valor havia sido depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar como pagamento pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master. A transação teria sido operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e muito próximo ao PT da Bahia. O ex-dono do Master se dispôs ainda a falar sobre seus negócios com o petismo baiano, citando os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, respectivamente ex-ministro da Casa Civil e líder do governo Lula no Senado, como fundamentais para a ascensão meteórica do Master.
Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de Cesta do Povo. A iniciativa foi criada para permitir que servidores públicos estaduais realizassem compras em supermercados públicos com desconto direto na folha de pagamento. Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta virou uma das principais operações de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade de Reserva de Cartão Consignado. Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição financeira no setor. Ou seja, na prática, o governo do PT baiano realizou uma manobra para se tornar um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação.
Wagner reagiu mal às revelações feitas pela reportagem e preferiu atacar o trabalho jornalístico. “Quero me solidarizar com Vossa Excelência e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, disse o líder do governo Lula durante a sessão do Senado. “O instituto da leviandade, ou nas instituições, ou na imprensa, ou nas redes brasileiras, precisa ter um ponto final”, completou.
A bravata durou pouco. Dois dias depois, a Polícia Federal realizou uma ampla operação contra o petista confirmando as investigações em andamento que levavam ao ex-governador baiano e hoje senador. A PF investiga se Wagner, um dos principais aliados de Lula, recebeu vantagens de Augusto Lima em troca de atuação em favor da instituição financeiras. Essas vantagens incluiriam um apartamento, avaliado em 2,45 milhões de reais, e um repasse de 3,5 milhões de reais para uma empresa do enteado do senador. — leia reportagem aqui.
Alcolumbre solidário
Nesta quinta-feira, foi a vez de Davi Alcolumbre manifestar empatia com a situação de Wagner. “Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República e eu tenho a convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jacques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas e em um dia elas serão julgadas. E é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, afirmou o presidente do Congresso.