
Nos últimos anos, as fronteiras entre os canais físico e digital se embaralharam no público das pequenas empresas Foto: Divulgação/Stone
A Stone decidiu levar para “dentro de casa” sua solução de pagamentos online que, até então, era comercializada de forma independente à operação principal de maquininhas. A empresa revelou à Coluna que está integrando a Pagar.me à plataforma tradicional da adquirência, em uma estratégia para reforçar o posicionamento da companhia como um banco para empreendedores.
A ferramenta funciona como um provedor e intermediador de serviços de pagamentos, que processa transações de e-commerce e oferece infraestrutura para marketplaces e lojas virtuais. Na prática, permite que os clientes recebam por cartão de crédito, boleto e Pix por vendas na internet.
Em uma prática comum no mercado, a solução era vendida e gerida de maneira separada das maquininhas físicas. A gestão das vendas presenciais e digitais, por exemplo, era feita em portais separados. No entanto, nos últimos anos, as fronteiras entre os dois canais se embaralharam no público das pequenas empresas.
“Hoje o empreendedor não pensa mais em canal físico e canal digital. Ele vende pelo Instagram, pela loja, pelo site, pelo WhatsApp. Faz muito mais sentido integrar tudo”, afirma à Coluna o diretor de Oferta e Go to Market da Stone, Mateus Biselli.
Novidade será apresentada em fórum
Com a integração, os clientes poderão acessar informações sobre pagamentos presenciais, online, conta, crédito e investimentos no mesmo aplicativo. As receitas também serão consolidadas em um único extrato, que poderá fornecer à Stone dados mais completos para oferecer crédito. A novidade será apresentada oficialmente ao mercado durante o Fórum E-Commerce Brasil, que começa amanhã, 28, em São Paulo.
A companhia não abre os números de usuários ou volume transacionado (TPV, na sigla em inglês) da Pagar.me, mas revela que a participação dos negócios online é semelhante à observada na indústria como um todo. No primeiro trimestre, os cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no Brasil, sendo que as compras online somaram R$ 310,5 bilhões, de acordo com dados mais recentes da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
A incorporação da Pagar.me se insere no plano mais amplo da Stone de disponibilizar uma oferta de serviços financeiros mais completa para o público-alvo, para além das maquininhas. O movimento acompanha a tendência de diversificação das empresas que nasceram na adquirência, como o rival a PagBank (Antes, PagSeguro) também tem buscado.
“Um banco intermedia transações comerciais, segura depósitos e concede crédito, o que nós já fazemos há cinco anos. Estamos nos posicionando para deixar isso mais claro para o cliente entender”, explica Biselli.
Empresa quer chegar a R$ 5,5 bi em crédito até 2027
Nessa jornada, o crédito emerge como um instrumento fundamental para fidelizar os clientes e rentabilizar o negócio. A Stone quer ampliar a carteira para R$ 5,5 bilhões até 2027, de R$ 3,2 bilhões no final de março.
O grupo hoje já dispõe das licenças regulatórias exigidas para esse tipo de oferta, entre elas a de Instituição de Pagamento (IP) e Sociedade de Crédito Direto (SCD). Agora, aguarda a tramitação de um pedido feito ao Banco Central para operar como um Banco Comercial, cuja conclusão ainda não tem um prazo definido. “Para sermos o banco do empreendedor, nós temos que oferecer todas as soluções de venda de que o cliente possa precisar”, ressalta Biselli.
Esta notícia foi publicada na Transmitir+ no dia 27/07/2026, às 16:16
UM Transmitir+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.
Para saber mais sobre a Transmitir+ e solicitar uma demonstração, acesse.