O MPF investiga a gigante OpenAI, a empresa que criou e desenvolve o ChatGPT, por ter promovido, no ano passado, a competição “OpenAI to Z Challenge”, com objetivo de localizar novos sítios arqueológicos na Amazônia.
A iniciativa, segundo o órgão, ignorou normas de pesquisa arqueológica, “não consultando comunidades indígenas ou tradicionais sobre o uso de dados de suas terras”, e colocou em risco o patrimônio nacional.
“A divulgação de coordenadas de sítios inexplorados, e ainda sem a devida proteção legal, que podem expor essas áreas ao saqueio e exploração ilegal”, diz o órgão.
O MPF também critica a iniciativa diante dos interesses da plataforma digital. “Visa extrair conhecimento e trabalho gratuito de voluntários para treinar seus modelos de IA, em um projeto que lembra a ‘busca por tesouros’ em vez de ciência arqueológica”, diz o órgão.
A investigação será acompanhada pelo Iphan e pela AGU. “A iniciativa da OpenAI gerou controvérsias e críticas da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), do IPHAN, da AGU e de outros órgãos e autoridades nacionais e internacionais”, diz o MPF.