Alemão Zverev conquista primeiro Grand Slam ao bater italiano Cobolli

Alemão Zverev conquista primeiro Grand Slam ao bater italiano Cobolli

De&nbspSertac Aktan&nbspcom&nbspPA

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Zverev pôs fim à longa espera por um grande título, conquistando o Open de França de 2026 e erguendo o primeiro troféu de singulares do Grand Slam da carreira. Número três mundial, o alemão derrotou o italiano Flavio Cobolli por 6–1, 4–6, 6–4, 6–7(5) e 6–1, numa extenuante final em cinco sets na Court Philippe-Chatrier.

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O atual campeão olímpico, três vezes finalista de torneios do Grand Slam, dominou o primeiro set e voltou a assumir o controlo após a reação de Cobolli no segundo. O italiano levou o encontro a um tie-break no quarto parcial, mas Zverev quebrou logo no início do quinto set e disparou para a vitória em 3 horas e 21 minutos.

Zverev chegou à final do Open de França sob forte pressão para, enfim, garantir o primeiro título do Grand Slam, frente ao italiano Flavio Cobolli, numa partida que se afigurava como uma rara janela de oportunidade para o alemão.

Com o número um mundial Jannik Sinner e o bicampeão em título Carlos Alcaraz fora do torneio, e Novak Djokovic também afastado precocemente, o terceiro do ranking entrou na Court Philippe-Chatrier sem nenhum dos atuais “três grandes” do ténis do outro lado da rede.

Aos 29 anos, disputava a quarta final de um major e a segunda em Roland Garros, ainda buscando a consagração após três derrotas dolorosas nesta fase. Deixara escapar uma vantagem de dois sets diante de Dominic Thiem na final do Aberto dos Estados Unidos de 2020, perdera após estar ganhando por dois sets a um contra Alcaraz na partida decisiva do Aberto da França de 2024 e fora batido em três sets por Sinner na final do Aberto da Austrália de 2025. O percurso em Paris nestas duas semanas reforçara o status de um dos jogadores mais consistentes no saibro, mas também reacendera as dúvidas sobre a capacidade de fechar as maiores partidas da Austrália. carreira.

Cobolli, ao contrário, vivia a primeira final de Grand Slam, após uma campanha revelação que conquistou a torcida italiana. Aos 24 anos, ele chegou ao encontro do título após o compatriota Matteo Arnaldi desistir da semifinal marcada entre eles por conta de uma doença, projetando Cobolli para o maior jogo da vida sem bater uma bola sequer. Ele se formou no mesmo clube romano de Adriano Panatta, o último italiano a ganhar o título de simples em Roland Garros em 1976, e os organizadores convidaram Panatta para entregar a Copa dos Mosqueteiros ao campeão deste ano, no 50º aniversário de seu triunfo.

Tanto Zverev quanto Cobolli haviam perdido apenas dois sets até a final de domingo, um sinal da forma segura como navegaram por um quadro imprevisível.

Zverev dominava o confronto direto por 3–1 e vencera o italiano em sets diretos na terceira rodada de Roland Garros um ano antes, mas naquele ano ambos haviam dividido vitórias nos dois duelos no saibro, com Cobolli triunfando em Munique e Zverev respondendo em Madri. Esses resultados, combinados com a rápida ascensão de Cobolli ao topo do esporte naquela temporada, apontaram para uma final muito mais equilibrada do que o ranking sugeriria.

No sábado, a russa Mirra Andreeva, ainda adolescente, levantou o troféu de simples feminino ao vencer a qualificada Maja Chwalinska, conquistando o título e se tornando a mais jovem campeã do Aberto da França em mais de três décadas. O triunfo havia garantido de cara que a edição deste ano teria ao menos um novo nome na lista de campeões de majors e, depois disso, Zverev e Cobolli entraram em cena para decidir se o troféu masculino também iria para um estreante.

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