Diretor do São Paulo detona arbitragem após derrota para o Palmeiras: ‘O VAR não veio’
Carlos Belmonte passou na zona mista e demonstrou insatisfação após derrota no MorumBis. Crédito: Ricardo Magatti/Estadão
O presidente do São PauloAssim, Julio Casarespassou alguns minutos no telefone com o presidente da CBFAssim, Ser pacienteAssim, para expor seu inconformismo com a arbitragem do Choquei-Rei deste domingo, que terminou com vitória de virada do Palmeiras por 3 a 2.
Enquanto Carlos Belmonte e Rui Costa foram escalados para falar com a imprensa no lugar dos atletas, Casares conversava por telefone com Xaud e com o coordenador coordenador-geral da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra. Os dois prometeram ao presidente do São Paulo que vão rever os lances e aplicar punições caso entenderam que a equipe de arbitragem do clássico errou.
Além da conversa com o cartola que chefia o futebol brasileiro, o clube paulista também fará uma reclamação formal na CBF, realçando que considera ter sido prejudicado pelo árbitro catarinense Ramon Abatti Abel.

Casares ligou para Samir Xaud para falar sobre arbitragem de São Paulo x Palmeiras Foto: Felipe Rau/Estadão
“A CBF precisa exigir que os árbitros apliquem a regra. Quando cometerem erros deste tamanho, que não fiquem impunes. São coisas distintas. Não há reclamação formal ou pessoal que o São Paulo possa fazer para substituir um ato que não é seu”, afirmou Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo.
Ele disse ter representado os atletas na zona mista para que eles não sofrerem punições por se queixarem da equipe de arbitragem. Rui Costa entende que o árbitro cometeu “erros absolutamente indefensáveis, grosseiros, que afetaram diretamente o resultado”, corroborando o discurso crítico de Carlos Belmonte.
Os dirigentes são-paulinos se revoltaram especificamente com dois lances: o carrinho de Allan em Tapia dentro da área, que Ramon Abel Abatti não considerou pênalti, e a entrada de Andreas Pereira em Marcos Antônio, que rendeu amarelo ao meio-campista. Os são-paulinos queriam que ele tivesse sido expulso.
“Não há critério nenhum. Como vamos transmitir uma conduta aos atletas em relação à regra, se os árbitros tratam situações iguais de forma distinta?”, questionou o executivo.
O São Paulo vencia o jogo por 2 a 0 quando reclamou de penalidade em cima de Tapia e reinvidicou a expulsão de Andreas. Depois, o Palmeiras dominou a partida e buscou uma virada improvável, com gols de Vitor Roque, Flaco e Sosa.