BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino entendeu não haver ilegalidade na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
Em decisão assinada no sábado, 23, e publicada neste domingo, 24, o ministro escreveu que não foi encontrada “manifesta ilegalidade” para conceder habeas corpus de ofício.
UM influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira21, durante a Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Na sexta-feira, 22, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulistano interior do Estado de São Paulo.

Influenciadora Deolane Bezerra chega à sede da Policia Civil em São Paulo, após ser presa por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC Foto: Reprodução/TV Globo
A defesa pediu a imediata revogação da prisão preventiva e a substituição por prisão domiciliar, ou a imposição de medidas cautelares, como eventual retenção de passaporte, monitoração eletrônica e proibição de ausentar-se do País.
Os advogados da empresária sustentaram que a prisão preventiva foi desproporcional e alegaram que ela possui filha de 9 anos, “motivo por que deveria ter sido decretada, no máximo, a prisão domiciliar”.
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Eles alegaram ainda que a influenciadora possui residência fixa, atividade profissional lícita, endereço certo e notoriedade pública nacional, “circunstâncias que afastam qualquer risco concreto de ocultação”.
As apurações indicam que empresas de fachada e contas bancárias ligadas à influenciadora teriam sido usadas para ocultar e movimentar dinheiro do crime organizado.
O Ministério Público afirma que o esquema envolvia uma transportadora suspeita de atuar no fluxo financeiro da facção. A defesa ainda não foi localizada para se manifestar.
A influenciadora já havia sido alvo de outra investigação policial em 2024, quando foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais ligados a plataformas de apostas.
Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar, mas retornou ao regime fechado após descumprir medidas impostas pela Justiça.