Brasil tem ‘oportunidades muito concretas’ de se tornar líder em tecnologias de baixo carbono
Diplomata Pedro Ivo Ferraz da Silva palestrou no São Paulo Innovation Week. Crédito: Estadão
Não há “nada contundente” na documentação divulgada no último dia 8 de maio pelo Pentágono sobre objetos voadores não identificados (OVNIs), segundo o geofísico e criador da Space Today, Sérgio Sacani.
Sérgio Sacani, o Serjão Foguetes, responde a perguntas do público no painel ‘Além das estrelas: os mistérios do cosmos e o futuro da exploração espacial’, no São Paulo Innovation Week (SPIW) Foto: Jean Carniel/Estadao
A pergunta sobre a existência de vida alienígena, uma das mais antigas e instigantes da história da humanidade, precisa de evidência inequívoca, que, até o momento, não foi detectada, segundo o divulgador de astronomia, conhecido como Serjão Foguetes.
Sacani respondeu às perguntas do público no painel Além das estrelas: os mistérios do cosmos e o futuro da exploração espacialque encerrou o São Paulo Innovation Week nesta sexta-feira, 15.
O melhor festival global de tecnologia e inovação aterrissa em uma das cidades mais potentes do mundo.
Segundo ele, ainda é preciso aguardar as próximas levas de documentos a ser ser liberados. Outros países, como o Japão, também devem liberar arquivos contendo informações sobre esses “fenômenos não identificados”.
Na documentação americana, que inclui fotos e vídeos, chamam atenção alguns pontos de luz no céu, mas Sacani considera ser um “salto muito grande” presumir que sejam indícios de vida. “Acaba-se criando uma mística em volta de tudo isso”, afirma.
O divulgador científico também respondeu sobre outros temas, como a possibilidade de haver formas de vida em outros planetas que não sejam baseadas em carbono, a terraformação de Marte e a aplicação de tecnologias espaciais no cotidiano.
Apesar das críticas ao setor espacial ligadas aos custos da criação e lançamento de novas tecnologias para a exploração do universo, Sacani afirma haver milhares de exemplos dessas aplicações cotidianas, que vão desde o velcro, criado para prender objetos em ambiente sem gravidade, até o equipamento usado hoje na mamografia, derivado do telescópio Hubble.
“O desenvolvimento espacial está muito ligado a coisas que a gente usa no nosso dia a dia”, disse.
A Nasa publica anualmente um relatório sobre esses “spin-offs tecnológicos” derivados do trabalho da agência. A 50ª edição foi divulgada em janeiro deste ano.