Em 2012, os atendimentos foram iniciados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com a massoterapeuta Rosana Ades, pioneira na adaptação de um modelo norte-americano de massagem para o ambiente hospitalar, inspirado nos estudos da especialista Gayle MacDonald. Ao lado da médica infectologista Dra. Glória Brunetti, idealizadora do Voluntariado Emílio Ribas (VER), Rosana iniciou o projeto “Mãos que Cuidam”, oferecendo conforto físico e emocional a pacientes fragilizados por tratamentos invasivos, dores crônicas e a solidão. A técnica utilizada, baseada em toques leves e atenção plena, demonstrou benefícios como alívio da dor, redução da ansiedade, melhora do sono e resgate da dignidade. “O toque é uma linguagem universal. Ele rompe o isolamento emocional e nos lembra que, mesmo em meio à dor, ainda é possível sentir cuidado”, afirma Rosana. O projeto segue ativo, agora conduzido por Mônica Ungar, que destaca os aprendizados mútuos entre paciente e profissional. “A vivência no hospital exige do terapeuta uma escuta sensível e olhar atento à pele, aos acessos, ao emocional. É uma experiência de entrega”, relata.
Em 2012, a fisioterapeuta Vilma Natividade liderou o projeto “Doutores da Beleza” no setor de queimados do Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, em São Paulo. Ali, técnicas suaves como a calatonia eram aplicadas para amenizar dores intensas sem encostar nas feridas. Vilma levou a proposta à Baixada Santista, atuando em hospitais como a Santa Casa de Santos e o Hospital Ana Costa. Posteriormente, já como docente da Universidade Anhembi Morumbi, coordenou ações semelhantes em hospitais da Beneficência Portuguesa, onde alunas do curso de Estética atuavam como voluntárias nos setores de oncologia e maternidade. “Os alunos que participam dessas ações desenvolvem um olhar mais humano e uma sensibilidade que não se ensina apenas em sala de aula”, destaca Vilma.
No interior paulista, a esteticista Vanessa Menezes também tem promovido essa transformação. Após iniciar seu trabalho no Hospital das Clínicas de Botucatu, ela passou a atuar com estética paliativa em São Manuel, levando afeto, dignidade e alívio a pacientes em fase avançada de doenças. “Na estética paliativa, o foco não está na aparência, mas na escuta, no acolhimento e na reconstrução da autoestima em um corpo fragilizado”, explica.