O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota na noite desta quarta-feira (11/2) em que afirma que o pedido de declaração de suspeição no caso Master apresentado pela Polícia Federal ao presidente da corte, Edson Fachin, é baseado em “ilações”. Após o requerimento, Fachin solicitou esclarecimentos a Toffoli.
Na segunda-feira (9/2), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin informações encontradas na investigação do Master que envolveriam Toffoli. Segundo fontes da PF, não houve um pedido formal de suspeição.
O encontro consta na agenda oficial do presidente do STF e, na pauta pública, o assunto seria “fluxo processual ordinário”.
A solicitação da PF teria como fundamento conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. Segundo informações do UOL e confirmadas pelo A QUEM haviam mensagens trocadas entre Vorcaro e Toffoli.
Na nota, Toffoli diz que, juridicamente, a PF não tem legitimidade para pedir suspeição, por não ser parte no processo e diz que, quanto ao conteúdo do pedido, “a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”.
Não é a primeira vez que pedem a suspeição do ministro Toffoli no caso do Banco Master. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu quatro pedidos de suspeição do magistrado de diferentes parlamentares. Desses, três foram arquivados por terem teor similar. O requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE) segue em análise no gabinete de Gonet.