Os motivos que derrubaram as chances de aprovação da PEC da Blindagem

Os motivos que derrubaram as chances de aprovação da PEC da Blindagem

Um dia após não conseguirem, depois de muitas conversas, destravar a votação da PEC da blindagem, líderes partidários já avaliam, nos bastidores, que as chances de aprovação da medida despencaram consideravelmente.

O cenário adverso não representa uma desistência imediata da proposta de emenda constitucional que pretende proteger os parlamentares de ações judiciais, mas prevalece a leitura de que, se o texto realmente for apreciado, será numa versão muito mais enxuta, sem pontos vistos como excessos e que fizeram com que o próprio relator Lafayette de Andrada demonstrasse constrangimento em defender o projeto em plenário.

A crescente rejeição da opinião pública à proposição, o desembarque de dirigentes partidários, como Baleia Rossi e Gilberto Kassab, da base de apoio da PEC e a sinalização do PL, entusiasta do texto, de que não encabeçaria mais as articulações pelo avanço da proposta foram sintomáticos.

Esses foram os principais fatores apontados por deputados e senadores para o diagnóstico de que o clima para a aprovação já não era mais o mesmo do dia anterior.

Tudo isso foi reflexo dos exageros que parlamentares tentaram emplacar para garantir uma superproteção aos parlamentares, flertando até mesmo com trechos flagrantemente inconstitucionais e considerando a invadir prerrogativas do Judiciário.

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Líderes ouvidos pelo Radar voltaram a dizer nesta quinta-feira que o dia de ontem era “o tudo ou nada” para a PEC. Ou aprovava rapidamente ontem, “sem chance de muita pedrada da imprensa e da opinião pública que inviabilizasse a votação”, ou ficava muito difícil avançar depois.

Apesar desse cenário complexo, entusiastas da PEC ainda não desistiram totalmente, mas reconhecem que o alcance da matéria vai ter que mudar. Se quiserem tentar algo, vai ter que ser uma versão muito menos ambiciosa.

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