‘As soluções de economia criativa e sustentáveis do Brasil ecoam no mundo’, diz diretora da ONU
Como a moda, uma das indústrias mais poluentes do mundo, pode contribuir para preservar o meio ambiente? O evento será comandado por Annemarie Hou da ONU. Crédito: Gabriel Brito
Como a moda, uma das indústrias mais poluentes do mundo, pode contribuir para preservar o meio ambiente? É justamente essa questão que será debatida nesta quinta, 6, em um dos painéis do Fórum de Líderes Locais da COP-30, no Rio de Janeiro. O evento, que vai divulgar iniciativas que podem contribuir para desacelerar as mudanças climáticas como a moda circular, inovação e sustentabilidade, antecede a conferência da ONU que começa na semana que vem, em Belém.

Annemarie Hou, diretora-executiva do Escritório para Parcerias da ONU. Foto: Arte de Thais Barroco sobre foto de Divulgação
No comando dessa conversa, feita em parceria com a plataforma Fashinnovation, estará Annemarie Hou, diretora-executiva do Escritório para Parcerias da ONU. À Coluna, ela falou sobre como o Brasil é um exemplo para outros países: “O Brasil, para mim, irradia soluções de economia criativa e de impacto sustentável. O que acontece aqui ecoa no mundo todo”.
O evento também terá a participação de designers brasileiros que trabalham para uma moda mais sustentável como Oskar Metsavaht, fundador e diretor de criação da Osklen. Ele foi citado por Annemarie Hou como um dos grandes exemples desta transformação: “Queremos que novos negócios cresçam, mas queremos que eles cresçam de forma sustentável e o Oskar soube fazer essa transição”, avalia.
Há cinco anos, o escritório que Annemarie Hou comanda na ONU criou a Fashion and Lifestyle Network, uma rede que conecta mais de 400 pessoas para discutir projetos inovadores e com impacto positivo no meio ambiente. O objetivo é reunir lideranças e conectar pessoas para aproximar a indústria da moda dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas –entre eles, ações para o consumo responsável, a mudança do clima e a redução das desigualdades.
Para ela, a experiência fez uma pessoa mais otimista. “Quando entendemos que um único jeans consome 4 mil litros de água para ser fabricado, podemos decidir usar a mesma peça por mais tempo e comprar uma nova só no ano que vem. São pequenas atitudes que podem levar a uma grande mudança”, finaliza.