Tempestade solar impulsiona aurora boreal em várias partes do mundo; veja imagens

Tempestade solar impulsiona aurora boreal em várias partes do mundo; veja imagens

A aurora boreal ficou visível em grande parte do Canadá, do norte dos Estados Unidos e da Europa na noite de segunda-feira, 19, após uma grande perturbação no campo magnético da Terra.

O Centro de Previsão de Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), do governo dos Estados Unidos, identificou intensas tempestades geomagnéticas e de radiação solar.

As tempestades geomagnéticas — que podem dar origem a auroras boreais intensas — também podem interferir nas operações de satélites, comunicações de GPS e outras infraestruturas, conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Shawn Dahl, coordenador de serviços do NOAA, declarou que não se espera que a tempestade atual enfraqueça significativamente até algum momento de terça-feira, 20.

As tempestades geomagnéticas ocorrem quando erupções do sol — conhecidas como ejeções de massa coronal — enviam partículas carregadas em direção à Terra que interagem com o campo magnético do planeta. Quando essas partículas colidem com gases na atmosfera, elas brilham, criando as auroras boreais (e austrais).

Cientistas do Centro de Previsão de Clima Espacial, do NOAA, emitiram um alerta “severo” — Nível 4 de 5 — para uma tempestade geomagnética de segunda-feira à noite até terça-feira. Uma tempestade de Nível 4, ou G4tem o potencial de interromper a rede elétrica no solo.

“Isso é muito raro”, afirmou Dahl. “Nós não temos uma atividade de nível G4 com muita frequência durante o ciclo solar”, acrescentou.

As cores da aurora dependem de quais gases são atingidos pelas partículas solares. O oxigênio produz luz verde ou vermelha, enquanto o nitrogênio cria tons de azul e roxo.

Em novembro, tempestades solares geraram auroras vibrantes em partes da Europa, incluindo Hungria e Reino Unido, e em locais tão ao sul dos Estados Unidos como Kansas, Colorado e Texas.

As tempestades de radiação solar podem afetar objetos no espaço e certos tipos de sistemas de comunicação, mas Dahl ressaltou que os astronautas na Estação Espacial Internacional não correm risco no momento. Em mais de duas décadas, não havia sido registrada uma tempestade com a intensidade desta, observou o especialista. / COM INFORMAÇÕES DE AP e THE NEW YORK TIMES

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