Ventania causa queda de árvores e falta de luz na zona norte de São Paulo
O ciclone extratropical é um sistema meteorológico de baixa pressão atmosférica que se desenvolve a partir do encontro de massas de ar com temperaturas diferentes, trazendo chuvas intensas, ventos fortes e queda de temperatura. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone extratropical que atinge a região Sul e Sudeste do País pode provocar ventos que ultrapassam os 100 km/hora.
O ciclone extratropical apresenta características específicas que o distinguem de outros sistemas meteorológicos. O centro do ciclone, próximo à superfície, é mais frio do que a atmosfera ao redor, diferentemente dos ciclones tropicais que têm núcleo quente. No hemisfério sul, o ar gira no sentido horário. Quanto mais alto for o fenômeno, mais ele se fortalece.

Uma árvore de grande porte foi arrancada do chão, na Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo (SP), nesta quarta-feira, 10 de dezembro, por conta da ventania provocada pela passagem de um ciclone extratropical Foto: Fábio Vieira
Esse tipo de ciclone se forma a partir do avanço de uma massa de ar polar (fria) em regiões onde predominam massas de ar quente. O sistema se instala no limite entre essas diferentes massas de ar, onde estão constituídas as frentes, criando o que os meteorologistas chamam de zona de conflito atmosférico.
Os ciclones extratropicais podem trazer condições perigosas, com ventos que podem atingir 200 km/h. As precipitações são volumosas e extensas, associadas principalmente à frente quente do sistema. Na presença de umidade significativa, podem se formar tempestades severas, com granizo, e até tornados.
No Brasil, especialmente na região Sul, o fenômeno causa recorrentemente inundações, deslizamentos e danos à infraestrutura. O fenômeno é relativamente comum, mas a intensidade com que vem sendo registrado atualmente é atribuída às mudanças climáticas do planeta.