‘Loucura’, diz guitarrista do The Police sobre falta de crédito no hit ‘Every Breath You Take’
Crédito: Gabriel Zorzetto/Estadão
A Justiça britânica começou, nesta quarta-feira, 14, a analisar uma ação contra Picada apresentada pelos outros dois membros da banda A Políciaque consideram não ter recebido sua parte justa dos direitos autorais procedentes do streaming.
O guitarrista Andy Verões e o baterista Stewart Coland calculam que deixaram de receber “mais de US$ 2 milhões” (R$ 10,75 milhões), segundo os autos, consultados pela AFP.

TB SAO PAULO SP 16/02/2025 CADERNO 2- SHOW STING EM SÃO PAULO – O cantor Sting durante show no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. FOTO TABA BENEDICTO / ESTADAO Foto: Taba Benedicto/ Estadão
A ação foi apresentada no fim de 2024 ao Tribunal Superior de Londres, que trata do caso nesta quarta e na quinta-feira no âmbito de uma audiência preliminar, embora ainda não se trate do julgamento propriamente dito.
Nenhum dos três membros do grupo está presente nesta audiência preliminar.
Os autores da ação baseiam-se em um acordo de quase 50 anos atrás, que estipula que cada membro do grupo recebe, na qualidade de arranjador, 15% dos direitos autorais gerados pelas composições dos outros.
Sting, baixista e cantor, é além disso, o autor de todos os grandes sucessos, como Roxana ou Mensagem em uma garrafa. O líder do trio recebe de longe a maior parte dos direitos autorais do grupo, que lançou cinco álbuns entre 1978 e 1983.
Mas o acordo permite reconhecer a contribuição dos outros dois membros, como os trechos de guitarra de Andy Summers em Cada vez que você respira.
Era pré-streaming
O acordo entre os três músicos foi inicialmente acertado de forma oral em 1977 e formalizado por escrito em 1981, quando o streaming musical não existia. O trato foi reiterado em 2016 em um contrato destinado a resolver todas as disputas financeiras entre os membros, sem que o termo “streaming” fosse mencionado explicitamente.
A disputa centra-se na classificação das receitas provenientes de serviços como Spotify, Deezer ou Apple Music para efeito de repartição dos direitos autorais.
Os representantes de Sting, que vendeu seu catálogo musical à Universal em 2022 por um valor estimado pela mídia americana em US$ 250 milhões (R$ 1,34 bilhão), denunciam uma “tentativa ilegítima” de reinterpretar o acordo e chegam a considerar que algumas das quantias pagas poderiam constituir um “pagamento em excesso”.