Ademicon cresce em consórcios e mantém vivo plano de abrir capital na bolsa

Ademicon cresce em consórcios e mantém vivo plano de abrir capital na bolsa

A administradora de consórcios Ademicon seguiu em rota de crescimento ao longo de 2025 e planeja repetir a dose em 2026. A empresa vem surfando o cenário de juro alto da economia brasileira, que encarece o financiamento bancário tradicional e leva muitos consumidores a buscar o consórcio como via para compra da casa própria, veículo ou outros bens e serviços.

Entre janeiro e meados de dezembro deste ano, a Ademicon chegou a R$ 46 bilhões em créditos vendidos, montante 73% acima do mesmo período de 2024. Para o ano que vem, a estimativa é alcançar R$ 60 bilhões, o que, se confirmado, representará uma elevação na ordem de 30,5%.

“O cenário segue bastante favorável ao crescimento do setor de consórcios. A tendência é de que as taxas de crédito se mantenham em patamares elevados, o que naturalmente estimula a busca por alternativas mais acessíveis e planejadas de aquisição de bens”, diz a CEO da Ademicon, Tatiana Schuchovsky Reichmann.

A executiva ressalta que o crescimento registrado ao longo de 2025 foi também o reflexo de uma expansão nacional que começou em 2016, com o modelo de licenciamento de marca. Atualmente, a Ademicon tem 300 unidades distribuídas em 24 Estados, além de lojas em Miami e Orlando, nos EUA. As lojas fora do País foram pensadas para atender brasileiros que pensam em adquirir bens por aqui.

“Para nós, a abertura de lojas em novas praças, o investimento em marketing e a formação de parcerias estratégicas são os principais pilares de crescimento”, conta Reichmann. “Nossa expectativa é ter mais de 400 lojas até 2030, aumentando nossa capilaridade por todo o Brasil.”. Na lista geral, considerando bancos e montadoras, a companhia ocupa a 4ª colocação, ficando atrás apenas do Banco do Brasil, Bradesco e Porto Seguro.

Mas se, por um lado, o juro alto estimula o consórcio, por outro atrapalha os planos de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que a Ademicon vinha maturando. “Essa decisão faz parte do plano estratégico a médio e longo prazo. É um caminho natural e se mostra bastante promissor, no entanto, dependemos do mercado”, reafirma a presidente. Neste cenário de juro alto, entretanto, não há data para sair do papel. “A empresa está preparada para a abertura, porém, neste momento, o cenário não está favorável para o movimento.

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