São Paulo reduz dívida líquida no 3º trimestre, mas sinais de alerta persistem

São Paulo reduz dívida líquida no 3º trimestre, mas sinais de alerta persistem

Julio Casares, presidente do São Paulo, propõe separação entre futebol e clube social

Julio Casares, presidente do São Paulo, propõe separação entre futebol e clube social. Crédito: Sport Insider

Ó São Paulo diminuiu seu endividamento líquido no fechamento do terceiro trimestre deste ano. Em comparação aos R$ 968 milhões registrados em dezembro de 2024, o indicador caiu para R$ 913 milhões em setembro de 2025.

Os números foram organizados pelo Comitê de Governança do Conselho Deliberativo, que fiscaliza as finanças e o cumprimento do orçamento por parte da diretoria. O Esporte interno teve acesso ao relatório datado de 29 de outubro.

O resultado foi alcançado após vendas de jogadores, principalmente oriundos das categorias de base, nos meses de julho, agosto e setembro. O São Paulo conseguiu arrecadar mais do que estava orçado em todos esses meses.

Seguindo o critério do comitê tricolor, o cálculo da dívida líquida inclui tudo o que precisa ser pago, menos o montante disponível em caixa, menos os valores a receber de terceiros, como parcelas a vencer por jogadores que o São Paulo vendeu.

Em relação aos passivos, o destaque negativo está no crescimento das obrigações relacionadas à folha salarial, de R$ 34 milhões devidos em dezembro de 2024 para R$ 120 milhões em setembro de 2025. Esses números indicam dificuldade para manter os salários em dia e o provável não pagamento de encargos sociais.

O não recolhimento do INSS, entre as “obrigações empregatícias”, é o principal motivo para o crescimento da dívida tributária de clubes de futebol. Valores deixam de ser pagos e depois são parcelados com o governo por meio de programas.

O destaque positivo está na redução das dívidas com instituições financeiras, de R$ 259 milhões em dezembro para R$ 202 milhões em setembro. Obrigações dessa natureza carregam taxas de juros mais altas e recebem contratos em garantia.

Apesar de o montante do passivo ter aumentado nesse período, o endividamento líquido foi reduzido justamente porque, no cálculo, entram os valores a receber, descritos no material do comitê como “direitos líquidos”.

O Comitê de Governança são-paulino alertou, em seu relatório, que é provável haver um déficit em 2025. São necessários mais R$ 55 milhões em vendas de jogadores para que o clube termine a temporada com superavit, isto é, lucro.

O cronograma de recomendações feitas pelo órgão registra que, até o momento, duas tarefas estão atrasadas. São elas a indicação de um tesoureiro sênior para ajudar em negociações com bancos e o avanço de estudos para a estruturação de processos orçamentários. O documento também informa que, segundo o CEO Marcio Carlomagno, o profissional para o financeiro está “em processo de contratação”.

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