PolvoLab: conheça iniciativa que profissionaliza produtores do norte e nordeste

PolvoLab: conheça iniciativa que profissionaliza produtores do norte e nordeste

PolvoLab: conheça iniciativa que profissionaliza produtores do norte e nordeste

Crédito: Caio Ciuccio/Gabriel Brito

Valorizar aquilo que o Brasil tem de melhor respeitando o meio ambiente e gerando renda para famílias do norte e nordeste: essa é a missão do PolvoLab, fundado por Ana Maria Diniz e Gabriela Marques.

As duas aproveitam a expertise em negócios para encontrar produtores através de cooperativas, profissionalizar os produtos e levá-los às gôndolas das principais lojas do país.

A fundadoras entraram nessa de olho no longo prazo: “Estamos influenciando na cultura da cooperativa para que o cooperado enxergue (o produto) não só como ganha-pão básico, mas como uma potência que pode transformar a vida”, Gabi e Ana explicam.

Respeitando a vocação de cada local, a equipe aprimora a técnica da produção.

O Polvo vira sócio da marca, recebendo até 15% dos ganhos e redistribuindo o restante por toda a cadeia produtiva.

Desta forma, garantido que os lucros cheguem, de forma justa, a quem colocou a mão na massa. Cerca de 14 mil pessoas foram impactas positivamente pelo trabalho do PolvoLab, sendo que 70% são mulheres.

Elas começaram procurando instituições como Sebrae e Embrapa para ver onde os tentáculos do Polvo conseguiam agir. Hoje em dia, são os próprios produtores que as procuram – em um ritmo maior do que conseguem atender. “Nada como o exemplo, né?! A partir do momento que colocamos um produto no mercado, outros acabam se enxergando naquele case”, explica Gabriela.

Produtos do bem

Segundo Ana Maria Diniz, alimentos saudáveis não precisam ser caros – mas precisa ser bem negociados. “O Polvo fica com apenas 10% a 15% dos produtos que vende. (O Brasil) Tem produtos excelentes como café, chocolate e mel que não consegue vender de forma valorizada. É tirar esses atravessadores do meio do caminho para que o real valor possa ficar com quem produz”.

No portfólio, produtos como mel, cacau, tapioca, castanha de caju e licuri, fruto típico da Caatinga que dá origem a uma amêndoa. O maior desafio? O próprio mercado. “É um produto com origem comprovada, que remunera bem as pessoas que estão produzindo, com cuidados na saudabilidade. Uma embalagem bonita mas, que ainda assim, o mercado não recebe da maneira certa”, completam.

As duas ainda levam grupos para conhecer as diferentes partes do Brasil. “A gente vive em bolhas. Conhecer um outro Brasil, um outro brasileiro que é tão brasileiro quanto você, tão humano, traz um enriquecimento”, conclui Ana Maria.

Objetivo em comum

Gabi, que vinha do mercado financeiro, e Ana, empresária e filha de Abilio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açúcar, tinham um objetivo em comum: o impacto social. A parceria surgiu de um grupo de WhatsApp de pessoas que se mobilizavam para ajudar famílias vulneráveis ​​durante a pandemia. Gabi passava por um período sabático e buscava uma iniciativa significativa, enquanto Ana e sua família doavam alimentos para os mais atingidos pela crise.

O nome PolvoLab veio quando observaram o modelo de atuação: a cabeça na Faria Lima e os tentáculos chegando a todas as regiões deste país de dimensões continentais. “A sabedoria do polvo está menos na cabeça e mais nos tentáculos”, reflete Ana Maria Diniz.

Os próximos passos do Polvo são internacionais. As fundadoras querem atingir reconhecimento ao redor do globo, chamando atenção de parceiros e compradores internacionais para os itens produzidos em solo brasileiro. “Acreditamos desde o início que o Brasil se vende mal”, explica Gabriela.

Para os próximos dois meses, o PolvoLab tem uma agenda cheia. Em março, ocorre o lançamento oficial da ‘Mesmo!’, marca que reforça a proposta de produtos com a lista de ingredientes limpa, sem aditivos. “Flocão de Milho Mesmo”, “Tapioca Mesmo”, “Nibs de Cacau Mesmo” já vêm prontos para o consumo.

Para o fim de abril, será disponibilizado o carbogel à base de mel, voltado ao mercado de corrida. “Acreditamos que o Brasil se vende mal”, conclui Gabriela — e a Polvo contribui posicionando itens de alta qualidade no lugar que merecem estar.

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