PF apura menções a filho de Lula em inquérito sobre desvios do INSS
Nome de Fábio Luís foi citado em depoimento, mensagens e passagens aéreas; defesa diz que ele nunca atuou no INSS.
BRASÍLIA – Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram, nesta segunda-feira, 2, a tentativa da base do governo de evitar as ações da CPI do INSS contra o empresário Fabio Luis da Silva, o Lulinha, filho do petista.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS – 2025 (CPMI – INSS) realiza reunião para deliberar sobre normas de funcionamento e apresentação do plano de trabalho.
O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes.
Mesa:
vice-presidente da CPMI – INSS, deputado Duarte Jr. (PSB-MA);
presidente da CPMI – INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG);
relator da CPMI – INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL);
deputado Bruno Farias (Avante-MG);
deputado Paulo Pimenta (PT-RS);
senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Parlamentares citaram a reportagem. “Foi só a gente quebrar o sigilo do Lulinha, curiosamente, e a questão da Anac, do voo dele, deputado Luiz Lima, já interlocutores, segundo o Estadãoconfirmam que ele viajou com o Careca do INSS, pago pelo Careca do INSS. Foi só a gente aprovar! Você imagine o que a gente vai pegar mais na frente”, disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
O deputado Evair de Melo (PL-ES) também se manifestou. “O Lulinha vem agora admitir que o Careca esteve com ele, pagou suas passagens e suas hospedagens”, lembrou o parlamentar, ao criticar o esforço do PT para evitar a quebra de sigilo de Fabio Luis.
O governo recorreu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para anular a aprovação do requerimento que derrubou o sigilo de dados financeiros de Fabio Luis. Na última sexta-feira, 27, a mesa diretora da CPI do INSS enviou ofício ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras com pedido de informações.
Lula chegou a afirmar que havia orientado aliados e permitir que as investigações se aprofundassem, tanto na Polícia Federal quanto na comissão em curso no Congresso. Mesmo assim, a base do governo tem manobrado para evitar a aprovação de requerimentos considerados sensíveis.
“Então, eu acho que o presidente do Senado poderia ficar isento nessa posição”, defendeu o deputado Luiz Lima (Novo-RJ).
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu Lulinha e afirmou que o filho do presidente se dispôs a colaborar com as investigações. Também negou que haja tentativa de blindá-lo.
“Importante citar que o senhor Fabio Luis já havia se colocado totalmente à disposição para, antes da quebra de sigilo, colaborar. Portanto, em nenhum momento, qualquer questão relativa a INSS, desconto associativo preocupa”, disse o deputado. “Aqui não há interesse de nossa parte de impedir que qualquer um seja investigado”, complementou.