Ibaneis Rocha sanciona lei que permite ao governo do DF socorrer BRB após rombo deixado pelo Master

Ibaneis Rocha sanciona lei que permite ao governo do DF socorrer BRB após rombo deixado pelo Master

Deputada levanta ‘cheque em branco’ para Ibaneis

Câmara Legislativa do Distrito Federal vota projeto que autoriza governo distrital a fazer aporte no BRB e cobrir rombo do Banco Master. Crédito: TV Câmara Distrital

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rochasancionou nesta terça-feira, 10, o projeto de lei que autoriza o governo distrital a adotar uma série de medidas para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira tem buscado soluções para reforçar o capital, em meio ao rombo deixado na instituição pelas operações com o Banco Mestre.

A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF. A legislação permite à gestão do DF, acionista controladora do BRB, a implementar ações para obter empréstimos emergenciais até o limite de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outros bancos.

Também suprimiu outros dois artigos que previam um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com informações sobre imóveis, além de um plano com a estimativa do retorno financeiro ao DF.

O BRB corre contra o tempo para contornar a crise de confiança gerada por negócios feitos com o Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na operação em que o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em crédito da instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Ontem à noite, o banco propôs aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões para fortalecer o patrimônio de referência, manter o índice de Basileia em níveis “prudenciais” e aumentar a capacidade de absorção de perdas.

O governo do DF pretende pedir um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao FGC para socorrer o BRB.

A estratégia do comando do banco é solicitar o empréstimo enquanto prepara o lançamento de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com os nove imóveis oferecidos pelo governo distrital. A estimativa é que, com os imóveis, seja possível uma injeção de R$ 6,6 bilhões no patrimônio do banco.

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