O desfile de carnaval do Rio de Janeiro começa neste domingo, 15, com homenagens a personalidades, à negritude no Rio Grande do Sul e às tradições afro-indígenas do Norte do País.
A primeira escola a desfilar foi a Acadêmicos de Niterói, que venceu a Série Ouro no ano passado e garantiu acesso ao Grupo Especial. Ela levou à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desfile da Acadêmicos de Niterói homenageou o presidente Lula. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
A segunda escola da noite foi a Imperatriz Leopoldinense, com o enredo Camaleônico, uma homenagem a Ney Matogrosso. “Acho tudo um esplendor. É uma característica do carnaval. É uma riqueza, uma coisa que a gente nem espera, mas é muito lindo”, disse o cantor em entrevista à TV Globo pouco antes do desfile.

Ney Matogrosso, o grande homenageado do desfile da Imperatriz Leopoldinense. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Logo em seguida o sambódromo será tomado pela Portela. Neste ano, a escola de Madureira apresentará um desfile sobre o Sul negro, unindo o Negrinho do Pastoreio à história do líder africano Custódio Joaquim de Almeida.
Para encerrar a primeira noite de desfiles, a Mangueira vai enaltecer Raimundo dos Santos Souza, curandeiro apaixonado pelo carnaval e guardião da Amazônia Negra.
Acadêmicos de Niterói abre a noite com enredo dedicado a Lula
A escola estreou na elite do carnaval carioca contando a história do presidente Lula, que chegou a descer do camarote para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira.

Lula chegou a descer à avenida para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da escola. Foto: Pedro Kirillos
O samba, puxado por Emerson Dias, abordou a infância de Lula no agreste pernambucano, a mudança para o Sudeste, seu papel como sindicalista e como político.
Veja aqui mais detalhes do desfile da Acadêmicos de Niterói.
Ney Matogrosso brilha na Sapucaí em desfile da Imperatriz Leopoldinense
Na Imperatriz Leopoldinense, o homenageado foi Ney Matogrosso, que participou do desfile como destaque do último carro.

Carro da Imperatriz Leopoldinense relembra a banda Secos & Molhados. Foto: PAULO PORCIÚNCULA
Nos 80 minutos de apresentação, o público teve a oportunidade de revisitar a obra desse artista “camaleônico” desde a icônica banda Secos & Molhados e seu Sangue Latino até sucessos da carreira solo como Homem com H.

Iza, rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense. Foto: Pablo Porciúncula/PABLO PORCIÚNCULA
“Sempre achei ele um artista que não se explicava e não queria agradar ninguém, e isso é maravilhoso”, elogiou Iza, rainha de bateria da escola.
“Estou feliz. Estou cansado, mas estou feliz”, resumiu Ney em entrevista a Milton Cunha. O artista prometeu voltar à avenida se a escola ficar no topo e integrar o Desfile das Campeãs, no próximo sábado, 21.