O presidente dos EUA, Donald Trumpassinou nesta quarta-feira, 6, uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo voltada para a “neutralização” de ameaças no Hemisfério Ocidentalárea que abrange as Américas do Norte e do Sul. O plano vista a eliminação de ameaças, incluindo cartéis e grupos extremistas, de acordo com o documento de 16 páginas divulgado pela Casa Branca.
“Não permitiremos que cartéis, jihadistas ou os governos que os apoiam conspirem contra nossos cidadãos impunemente. Terroristas de qualquer tipo não terão permissão para encontrar refúgio seguro aqui em casa ou nos atacar do exterior”, escreveu Trump no préfacio.
“Nossa nova Estratégia de Contraterrorismo dos EUA é um retorno ao bom senso e à Paz por meio da Força. Como eu disse após nossa primeira missão bem-sucedida de contraterrorismo, apenas alguns dias depois de reassumir o cargo — se você ferir americanos, ou estiver planejando ferir americanos, ‘Nós vamos encontrá-lo e vamos matá-lo’”, acrescentou ele.
No documento, o republicano citou supostos avanços do governo americano na luta contra o terrorismo. Ele mencionou a captura em janeiro do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, definido por Trump como um “narcoterrorista fora da lei”. O mandatário da Casa Branca também relembrou que designou “corretamente os cartéis mortais como organizações terroristas” e passou a “usar a força e o poder das Forças Armadas dos EUA para interromper e destruir suas operações”, em referência aos ataques a barcos no Mar do Caribe e no Pacífico Ocidental.
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Quem está na mira?
Trump alegou que a sua administração “colocou um foco sem precedentes no desmantelamento de ameaças ao território americano” no hemisfério e que não está “mais permitindo que cartéis e gangues que envenenaram milhões de americanos operem livremente em nossa região ou contrabandeiem suas drogas, armas ou mulheres e crianças traficadas para dentro do nosso país”.
No anúncio, o o czar antiterrorismo da Casa Branca à frente da estratégia, Sebastian Gorka, afirmou que o plano prevê diferentes formas de conter o terrorismo, incluindo o estrangulamento de “fundos ilícitos” e rastreio de “barcos de narcotráfico”. Ele também afirmou que a iniciativa tem como foco a destruição de grupos islâmicos; a identificação de grupos violentos com ideologia anti-americana, “radicalmente pró-gênero” ou anarquista; e a intensificação dos esforços para que inimigos tenham armas de destruição em massa.
Gorka afirmou que autoridades americanas se reunirão com aliados internacionais na sexta-feira, 8, para discutir o combate às ameaças terroristas, especialmente aquelas relacionadas à guerra no Irã e ao Estreito de Ormuz.
“Como o presidente deixou bem claro, vamos avaliar a seriedade de vocês como parceiros e aliados pela contribuição que trouxerem para a mesa de negociações”, continuou ele. “Portanto, esperamos mais — de nossos parceiros no Oriente Médio, assim como em outras regiões.”