Novo mecanismo celular associado ao câncer de pâncreas é identificado

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Melhor prevenir do que remediar. Partindo desta ideia, pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, conseguiram encontrar uma forma mais precisa de detectar o câncer de pâncreas precocemente. A doença geralmente tem poucas opções de tratamento e o prognóstico é pobre, e o diagnóstico tardio pode limitar ainda mais a abordagem médica. Quanto mais cedo for descoberto, melhor.

Dois tipos de alteração celular contribuem para o desenvolvimento do câncer de pâncreas: mutações em uma família de genes conhecida como RAS e o aumento da atividade na via de sinalização Hedgehog – um mecanismo de transmissão do sinal molecular ativado durante o crescimento embrionário.

Estes dois processos interagem e contribuem para a doença. Experiências com ratos mostram que a ativação dos genes de câncer na família RAS faz com que células cancerosas secretem o fator SHH que ativa a sinalização de Hedgehog, bloqueando a capacidade das células tumorais de responderem ao estímulo. Isso assegura a sobrevivência das células mutantes, estimulando também o crescimento das células próximas.

Além disso, os pesquisadores conseguiram identificar as proteínas que regulam a sensibilidade das células de tumores ao SHH. Os resultados podem ajudar o desenvolvimento de métodos de diagnóstico mais precisos e melhores estratégias de tratamento.

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