Aliados de Lula vão ao TSE esclarecer se Cláudio Castro teve diploma cassado

Aliados de Lula vão ao TSE esclarecer se Cláudio Castro teve diploma cassado

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD)pediram esclarecimentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a situação do ex-governador Cláudio Castro (PL).

O pré-candidato a deputado federal, Marcelo Freixo (PT-RJ)entrou com recurso na Corte eleitoral na última terça-feira, 28, para saber de Castro teve o diploma cassado.

Para o grupo ligado a Paes, candidato ao governo do Estado com o apoio de Lula, o acórdão do julgamento que tornou o ex-governador inelegível, publicado pelo TSE na quinta-feira, 23, é “confuso” e não deixa claro se o tribunal declarou prejudicada a análise sobre a perda do diploma do ex-governador, além do mandato que exercia.

Adversários de Castro acreditam que a resposta do TSE pode sepultar de vez as pretensões eleitorais do ex-governador, que ficou inelegível pelo julgamento da Corte. Ele é pré-candidato ao Senado e renunciou ao cargo antes do fim do julgamento, na esperança de escapar da cassação.

O recurso que a Corte analisou para julgar o ex-governador foi apresentado pela coligação A Vida Vai Melhorar, que inclui o PT de Marcelo Freixo.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é pré-candidato ao Senado, mas está inelegível por decisão do TSE Foto: Pedro Kirilos/Estadão

TSE publicou acórdão de julgamento de Cláudio Castro

Ó TSE publicou na quinta-feira, 23, o acórdão do julgamento que tornou o ex-governador do Rio Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A maioria dos ministros reconheceu que a saída dele do cargo ocorreu por renúncia, e não por cassação.

Com esse entendimento, o tribunal declarou prejudicada a análise sobre a perda do mandato. A decisão tem impacto direto sobre o modelo de escolha de novo governante para o mandato-tampão no Estado.

Quando há cassação determinada pela Justiça Eleitoral, a regra prevê a realização de novas eleições diretas. Já nos casos de vacância por renúncia, cabe ao Estado definir o procedimento, o que, no Rio de Janeiro, abre caminho para uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

O tema já está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) após questionamentos apresentados pelo PSD de Eduardo Paes. O julgamento chegou a ser iniciado, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dinoque solicitou mais tempo para examinar o caso. A expectativa é que ele seja retomado após essa publicação do acórdão do TSE.

Enquanto não há definição, o comando do governo estadual permanece interinamente com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto.

A Alerj elegeu, na última semana, o deputado Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Alerj. Nesta quinta-feira, 23, a Mesa Diretora da Casa acionou o STF para pedir posse imediata de Ruas como governador interinoalegando que sua eleição representa um fato novo na linha sucessória. O pedido ainda aguarda decisão.

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