‘Precisamos envelopar a educação como um pilar de desenvolvimento do país’, diz Priscila Cruz
Para cofundadora e presidente do Todos Pela Educação, muitos agentes políticos ainda não enxergam a educação como um tema estratégico para o crescimento do País. Crédito: Bruno Nogueirão
O País tem 64 milhões de jovens e adultos fora da escola e sem educação básica completa — abandonaram os estudos até o ensino médio. Esse montante corresponde a 37% de toda a população brasileira com mais de 15 anos. Os dados, obtidos pela Coluna do Estadãoestão em um estudo que será lançado nesta terça-feira, 7, pela Rede EJA e Inclusão Produtiva, com apoio técnico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
A população que não tem o diploma de ensino médio e tampouco estuda é predominantemente negra, com 64% do total. Nesse grupo de 64 milhões de brasileiros, a taxa de pobreza é 1,8 vez maior em comparação aos que completaram a educação básica, e a renda familiar cai pela metade.

Sala de aula vazia. Estudo aponta que País tem 64 milhões de jovens e adultos fora da escola e sem educação básica completa Foto: Marcio Fernandes/Estadão
Por ano, o Brasil perde R$ 66 bilhões com a falta de estudo na educação básica, tanto pela queda na renda dessas pessoas quanto pela falta de mão de obra qualificada no mercado de trabalho.
“Elevar o nível educacional da população tem o potencial de gerar ganhos anuais de dezenas de bilhões de reais na massa salarial, retirar cerca de 1,2 milhão de pessoas da condição de pobreza e reduzir a desigualdade”, diz o estudo.
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A Rede EJA e Inclusão Produtiva é um nova organizaçao não-governamental, formada a partir de um trabalho conjunto de uma série de entidades, a exemplo da Fundação Bradesco, do Todos pela Educação, da Unesco e da Unicef.
“Existe uma demanda potencial enorme para a educação de jovens e adultos que a política pública e a oferta atual não estão conseguindo transformar em acesso, permanência e conclusão. Não basta abrir vagas: busca ativa, currículo conectado à vida adulta, professores preparados, apoio à permanência e vínculo visível com trabalho e renda fazem toda a diferença”, afirmou à Coluna Bárbara Frasseto, head de Inovação Pedagógica da Fundação Bradesco.
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Estados investiram em alfabetização e se tornaram referência no Brasil e nos Estados Unidos, mesmo estando entre os mais pobres. Crédito: Reportagem: Renata Cafardo; Edição: Amanda Dantas; Cinegrafista: Lucas Ghitelar; Produção: Sara Helen/Guilherme Barbosa