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Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro e “sanfoneiro” fiel, pediu uma trégua na polarização política durante o São João de Caruaru. Mesmo sendo uma voz ativa do bolsonarismo, o apelo veio após manifestações pró-Lula em seu show, destacando a complexidade da cena política. Entenda suas ambições para o Senado.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos-PE), também conhecido como “o sanfoneiro de Jair Bolsonaro”, pediu uma trégua na polarização da política nacional durante as festividades do São João de Caruaru, no interior de Pernambuco.
A solicitação foi feita durante uma apresentação de sua banda, Forró da Brucelose, em um dos principais palcos da cidade, que, nesta época do ano, tem atrações e festejos durante mais de 30 dias. Em todo o Nordeste, esse período, costuma ter muita festa, levando políticos a deixarem suas agendas prioritárias de lado.
“Eu só quero pedir uma coisa: esquece um pouquinho a política. (Tem) Tanta mulher para dançar aqui, tanto cara bom para o cabra conhecer”, comentou Machado logo após ver pessoas que assistiam ao seu show fazendo o gesto da letra L com as mãos e gritando o nome do presidente Lula — em certa forma de protesto.
Machado, que é amigo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e diz ser o seu fiel escudeiro em Pernambuco, costuma ser uma das principais vozes da polarização Lula x Bolsonaro no Nordeste, sempre criticando os petistas e defendendo o bolsonarismo. Quando Jair Bolsonaro foi preso, ele chegou a dizer para VEJA que seria fiel a seus filhos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.
A banda do ex-ministro é conhecida por tocar músicas em inglês em ritmo de forró. Durante seu mandato, e inclusive depois, ele se mostrou alinhado aos projetos de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, esperando também poder contar com o apoio do presidente Donald Trump para mexer na política nacional.
Há alguns meses, após travar batalha interna no PL, Gilson Machado migrou para o Podemos com o objetivo de disputar uma vaga ao Senado. Apesar de Pernambuco ter dado quase 70% dos votos válidos a Lula em 2022, ele acredita que os mais de 30% restantes são bolsonaristas e podem ajudá-lo a se eleger.
Segundo as últimas pesquisas, no entanto, ele não chega perto dos quatro primeiros colocados nas intenções de voto ao Senado. Diante do cenário, até o presidente do PL local, o ex-deputado Anderson Ferreira, com quem Machado brigou, desistiu de disputar uma cadeira à Casa Alta.