Bad Bunny faz show político no Super Bowl, mesmo sem protesto explícito

Bad Bunny faz show político no Super Bowl, mesmo sem protesto explícito

Coelho Mau é de Porto Rico, uma ilha no Caribe que é um território dos Estados Unidos. Ele, um cantor latino, foi escolhido como o principal atração do Super Bowlum dos momentos de maior audiência da TV americana, um dos grandes símbolos dos Estados Unidos. Foi uma escolha que acabou ganhando uma forte carga política em meio às medidas do governo de Donald Trump contra imigrantes no país.

Apesar de não ter tocado nesse assunto de forma explícita, Bad Bunny fez um show bastante político no Super Bowl deste domingo, 8, bem condizente com seu álbum mais recente, Eu deveria ter tirado mais fotos.

Assim como no álbum, ele exaltou a música e a cultura de Porto Rico ao longo de toda sua apresentação. Já no começo apareceram elementos bem característicos da ilha e, no palco, o cantor reproduziu a casinhaum espaço que está presente nos shows de sua turnê atual e que representa uma casa tradicional porto-riquenha. Vários famosos, inclusive, apareceram dentro da casinhaincluindo o ator chileno Pedro Pascal, a cantora colombiana Karol G e a rapper americana Cardi B.

Lady Gaga fez uma participação cantando uma versão em salsa de Morra com um sorrisomúsica dela com o Bruno Mars, que acabou ficando um pouco deslocada porque foi o único momento do show cantado em inglês. Outro convidado foi Ricky Martin, que abriu a parte mais política da performance. Ele cantou O que aconteceu com o Havaíuma música de Bad Bunny que faz uma crítica bem incisiva às intervenções dos Estados Unidos na cultura de Porto Rico.

Logo em seguida veio O apagãooutra música com forte discurso político. Ela denuncia a gentrificação causada pelo turismo na ilha, enquanto a população sofre com problemas como os apagões frequentes. Foi por isso que Bad Bunny cantou a faixa em cima de um poste de luz.

No fim, ele pediu que Deus abençoasse a América, citou os nomes dos países que compõem todo o continente americano e disse: “seguimos aqui”. Foi uma clara mensagem de união e pacificação e ao mesmo tempo de resistência diante dos conflitos envolvendo os Estados Unidos, os imigrantes e os países latinos.

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