10 frases marcantes de grandes nomes da música brasileira
Livro Aquarela Brasileira, do jornalista Juarez Fonseca, mostra como pensavam nomes como Elis Regina, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Rita Lee e Roberto Carlos nos anos 1980
10 artistas mais ouvidos

Conversas históricas
O livro Aquarela Brasileira (L&PM Editores, R$ 79,90) reúne mais de 30 entrevistas com grandes nomes da música brasileira – além de Mercedes Sosa e Atahualpa Yupanqui. Todas feitas nos 1980 e publicadas no jornal Zero Hora

O autor
Juarez Fonseca, repórter e crítico de música, é um dos mais reconhecidos jornalistas culturais do Brasil. Dar entrevista a Fonseca era quase uma parada obrigatória para todo artista que ia se apresentar em Porto Alegre. Ele já prepara mais dois volumes, dos anos 1990 e 2000

Ney Matogrosso, em 1980
‘A preferência sexual é algo que só diz respeito a você. Como indivíduo, eu exijo que me permitam muito mais do que apenas selecionar com quem vou para cama’
A cinebiografia de Ney

Caetano Veloso, 1980
‘Tenho essa ilusão de que a sinceridade, a explicação, a divulgação das ideias, ajuda. É uma ilusão, um vício de pensamento…’

Gilberto Gil, em 1981
‘Não tenho obrigação de fazer música para elite, ou não fazer música para as massas. Não me interessa ficar vendo essas coisas tão distintas, massa e elite’
Gil sobre aposentadoria

Nara Leão, em 1981
‘Estudei tanto sobre a loucura e é muito difícil entender o que é isso. Mas de qualquer forma, também me parece uma saída para o mundo brutalizado em que a gente vive’
10 curiosidades

Elis Regina, em 1981
‘Eu imaginava o Brasil que tinha aprendido na escola e, de repente, tive a sensação de que estava sentada em um barril de pólvora’
Vídeo raro de Elis

Erasmo Carlos, em 1981
‘O filho chega drogado em casa e o pai nunca tomou droga. Então, esse pai não terá condição moral de dizer: ‘meu filho, não faça isso’’
Sucesso póstumo

EXCLUSIVO EMBARGADO
Rita Lee, em 1983
‘A política é o cupim do mundo, é o que atrapalha o planeta, separa as pessoas. Qualquer regime é furado, entendeu?’
Leia carta de Rita

Dorival Caymmi, em 1984
‘Eu teria obrigação de me declarar patriota, mas na verdade não sou patriota. Sou uma pessoa do mundo, um ser do mundo, ocasionalmente nascida aqui’

Lulu Santos, em 1984
‘Roberto Carlos tem uma papel didático na música brasileira. Ele ensina ao povo, muito carente, conceitos básicos como paixão, traição, ir para cama com outra mulher, voltar para a anterior’
Mais Lulu

Roberto Carlos, em 1985
‘Eu não sou realmente um cantor de protesto. Minha música é romântica. Até mesmo O Progresso, que muita gente considerou uma música de protesto, eu prefiro dizer que é um grito de amor’
Roberto nos tribunais

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