CBF em Miami: crise Brasil-EUA não prejudicará torcedores na Copa, afirma chefe de novo escritório
Bruno Costa destaca que escritório recém-inaugurado pode atuar com a Fifa, governos e comunidade brasileira assegurando suporte durante a Copa. Crédito: TV Estadão
A menos de nove meses da Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dividiu seu departamento de marketing em duas áreas. Uma ficará dedicada aos acordos da seleção, com foco no Mundial, enquanto a outra cuidará da elaboração dos contratos para as competições que a entidade organiza.
A CBF conta hoje com cinco patrocinadores. Em 2022, ano da Copa no Catar, 16 empresas apareciam no painel de entrevistas atrás dos jogadores. Entre 2024 e 2025, quatro parceiras encerraram seus vínculos, como a coluna revelou em abril.

Ancelotti durante coletiva da seleção brasileira Foto: Rafael ribeirorio i cbf
A receita com patrocínios no ano passado foi de R$ 451,3 milhões, queda de 15% em relação a 2023 (R$ 528 milhões). No balanço financeiro, a própria CBF registra que a maior parte desses valores é proveniente da seleção.
A nova gestão assumiu em maio sem um diretor de marketing. Lênin Franco havia deixado o cargo no início de abril, e Ednaldo Rodrigues, antecessor de Samir Xaud, não indicou substituto. Em junho, Cláudio Gomes foi nomeado.
Com experiência na federação de Santa Catarina, onde ocupou diferentes funções, Gomes tem boa relação com Flávio Zveiter, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e hoje um dos oito vices de Xaud, com papel de liderança em assuntos relacionados aos campeonatos de responsabilidade da entidade.
Pouco mais de três meses após a nomeação, a direção da CBF decidiu desmembrar o setor. Gomes vai chefiar as negociações dos torneios organizados pela confederação. São ativos, por exemplo, placas de publicidade para a Copa do Brasil e divisões inferiores do Brasileiro, além dos naming rights das competições, incluindo a Série A.
Já os contratos ligados à seleção serão conduzidos por Bernardo Bessa, que atuou como diretor comercial e de operações da Arena BRB, em Brasília, onde também ocupou o cargo de CEO recentemente.
Desde o escândalo do Fifagate, em 2015, o número de apoiadores comerciais da CBF oscila. Naquele ano havia 13 empresas, além daquelas que ofereciam apoio menor, geralmente em forma de material esportivo. Hoje também restam cinco desses contratos ativos.
Depois de uma debandada causada pelas denúncias de propina envolvendo dirigentes e agências de marketing, a entidade manteve, ao longo dos anos seguintes, entre oito e 11 marcas, chegando ao pico de 16 durante a Copa de 2022.
São patrocinadores, neste momento, Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed. A avaliação interna é que há espaço para novos parceiros, principalmente porque a Copa ocorrerá majoritariamente nos Estados Unidos, país com tradição de ativações pré-jogo.