Carnaval: Grande Rio leva o movimento manguebeat à Marquês de Sapucaí

Carnaval: Grande Rio leva o movimento manguebeat à Marquês de Sapucaí

Carnaval no Rio: 2º dia de festa celebra Rita Lee, candomblé, Mestre Ciça e Carolina Maria de Jesus

Mocidade, Beija-Flor, Viradouro e Tijuca animaram a Marquês de Sapucaí com homenagens e surpresas, como menção ao cão Orelha e bateria em carro alegórico. Crédito: Crédito: Rede Globo de Televisão

O terceiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio começou nesta terça-feira, 17, com a Paraíso do Tuiuti. A escola levou para a Marquês de Sapucaí o samba-enredo “Lonã Ifá Lucumí”, sobre uma vertente religiosa afro-cubana que se ramificou no Rio de Janeiro.

A segunda a entrar na avenida foi a Unidos de Vila Isabel, com o enredo “Macumbembê, Samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”, homenagem a Heitor dos Prazeres.

Cantor, compositor e artista plástico, ele participou da fundação das agremiações Mangueira, Portela, Unidos da Tijuca, Vizinha Faladeira e Deixa Falar, mas nunca tinha sido homenageado com um enredo no Grupo Especial.

Em seguida, a Acadêmicos do Grande Rio leva o movimento cultural manguebeat para o palco do samba. O desfile marca a estreia da influenciadora Virgínia Fonseca como rainha de bateria.

Ao pisar na avenida antes da apresentação, Virgínia cumprimentou o setor 1, arquibancada popular do sambódromo, e foi ovacionada pelo público.

Paraíso do Tuiuti conecta ancestralidades africanas, caribenhas e brasileiras

A Paraíso do Tuiuti trouxe para a Sapucaí a jornada milenar do Ifá Lucumí, o oráculo sagrado de Orunmila que guia a humanidade ao autoconhecimento e ao cumprimento de seus destinos.

O enredo “Lonã Ifá Lucumí”, que em iorubá significa “O Caminho do Ifá Lucumí”, percorre a trajetória desse sistema divinatório desde a cidade sagrada de Ilé Ifé, na África Ocidental, até sua chegada ao Brasil pelas mãos do Babalawo cubano Rafael Zamora.

Com muito colorido, a escola de São Cristóvão procurou destacar a união Brasil-Cuba e deu uma aula sobre religião, respeito e história.

O enredo foi baseado em um livro de Nei Lopes, pesquisador da cultura afro e do samba, que participou do desfile. “As pessoas não compreendem que o sagrado é uma coisa e a vida normal, do dia, é outra coisa diferente, que não existe o melhor nem o pior”, disse em entrevista à TV Globo, ao ser questionado se a apresentação poderia provocar uma mudança na percepção do público sobre os cultos de origem africana.

A apresentação foi concebida pelo carnavalesco Jack Vasconcelos e o samba foi puxado por Pixulé, com a bateria sob o comando de mestre Marcão.

Vice-campeã em 2018, a Paraíso do Tuiuti ficou em décimo lugar no ano passado. Neste ano, a escola desfilou na Sapucaí com 25 alas, cinco carros, um tripé e 3.100 componentes.

Vila Isabel paga dívida da Sapucaí com o multiartista Heitor dos Prazeres

O tributo da Vila Isabel a Heitor dos Prazeres começou com um pedido dos puxadores para que o público acendesse a lanterna dos celulares. “Macumba precisa de luz”, explicaram. Polvilhada por pontos iluminados, a Sapucaí estava pronta para o desfile.

A escola passeou pela vida do multiartista e pelo próprio samba, contando a história da Pequena África carioca, com a Pedra do Sal, a Praça Onze e o Pedaço Baiano, como cenário central de encontros, fé, festa e resistência.

Na apresentação, Martinho da Vila, presidente de honra da Vila Isabel, representou o tio de Heitor dos Prazeres e Sabrina Sato, rainha de bateria, ostentou uma fantasia simbolizando a aquarela do artista.

Fundada em 1946 no bairro que lhe dá nome, na zona norte do Rio, a Unidos de Vila Isabel ganhou o título do Grupo Especial três vezes. A Azul e Branco viveu seu mais recente momento de glória em 2013, com o enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo”.

Neste ano, a escola se apresentou com 27 alas, cinco carros alegóricos, três tripés e 3.000 componentes.

Grande Rio desfila homenagem ao movimento manguebeat

A Grande Rio apresenta o enredo “A Nação do Mangue”, tributo ao movimento cultural manguebeat, surgido em Pernambuco no começo dos anos 1990 sob a liderança das bandas Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.

A proposta do carnavalesco Antônio Gonzaga aborda a contracultura, a crítica social e a estética híbrida que marcou o movimento, e é apresentada em 24 alas. São cinco carros alegóricos, três tripés e 3.200 componentes.

Veja os destaques do primeiro dia do desfile de carnaval no Rio de Janeiro

Crédito: Crédito: Rede Globo de Televisão

A campeã do carnaval o escolas de samba fazer Rio de Janeiro será definida na tarde desta Quarta-feira de Cinzas, 18. A apuração tem início previsto para as 15h.

O desfile das campeãs está marcado para a noite de sábado, 21. Participarão as seis melhores colocadas na edição deste ano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes