Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS):
- 840 milhões de mulheres já sofreram violência física ou sexual ao longo da vida;
- 1 em cada 3 mulheres sofreu violência de parceiro íntimo ou agressão sexual;
- 316 milhões de mulheres sofreram violência física ou sexual no último ano;
- 263 milhões de mulheres sofreram violência sexual por agressores que não são seus parceiros.
O episódio do BBB26 deste domingo, 18, envolvendo o assédio de Pedro sobre Jordanaserve como um alerta social. Se um caso de assédio aconteceu dentro de um reality show vigiado 24 horas por dia, com dezenas de câmeras, regras e milhões de pessoas assistindo, imaginemos então o que acontece em ambiente tão menos controlado. Isso é um bom exemplo de como a realidade é dura às mulheres.
Quando o assédio ocorre em um ambiente monitorado, fica claro que o problema não é falta de controle ou de aviso, é cultural. A normalização de comportamentos abusivos faz parte de uma cultura machista que impera na sociedade. O BBB perde uma baita chance de discutir de forma mais clara com seus participantes e alertar a audiência do reality que certas atitudes são criminosas. Assédio não é mal-entendido para se ter “pena” de quem o cometeu. Assédio é violência. E quem relativiza a questão pratica a conivência com o crime.