A bola está com o Brasil para atrair capital estrangeiro, mas o que falta?

A bola está com o Brasil para atrair capital estrangeiro, mas o que falta?

As perspectivas positivas da economia brasileira frente a um mundo em transformação foram evidenciadas, ao longo da semana passada, durante os eventos que compõem o Semana Brasilem Nova York. Consolidado como a agenda mais importante da diplomacia econômica e financeira entre Brasil e EUAsobressaiu a impressão de que as expectativas sobre o nosso potencial estão crescendo. E avançar mais só vai depender de nós próprios.

Houve, em Nova York, um amplo reconhecimento de que o cenário brasileiro é promissor aos olhos do capital estrangeiro. As projeções indicam crescimento resiliente em 2026 e 2027. A taxa de câmbio está em queda, e se espera uma redução consistente nos juros. Nossas contas externas mostram solidez.

Brazil Week, em Nova York, é a agenda mais importante da diplomacia econômica e financeira entre Brasil e Estados Unidos Foto: Vanessa Carvalho

A posição entre os líderes mundiais em energia verde e minerais críticos, sem apresentar riscos geopolíticos, além da autossuficiência de petróleo e mercado consumidor robusto, distingue o País como um polo de interesse global.

O que falta? Na visão dos economistas e executivos de finanças, a questão fiscal não está contemplada. Embora os indicadores não apontem para uma crise iminente, existe um clima de desconforto. Por essa visão, o juro voltará a níveis civilizados de forma sustentável quando o Brasil estiver em situação de superávit fiscal e menor relação dívida/PIB menor.

Outra questão reiterada em todas conversas e palestras foi a de que é preciso melhorar o ambiente de negócios. A missão prioritária é torná-lo mais acessível e estimulante para a livre iniciativa e os investimentos.

Estudos entre os palestrantes e debatedores mostraram que precisamos trabalhar em aspectos como legislação, conformidade, contabilidade, impostos e recursos humanos. O custo de litígios é alto e os processos são lentos. A missão está em fortalecer esses pontos para atrair empreendedores.

Ó Fórum Econômico de Davos elabora um estudo de ambiente de negócios que, na última classificação, colocou o Brasil na posição 71, entre 140 países.

Há, portanto, um bom caminho de superação a percorrer. Nos diferentes encontros que vivenciei, como no evento organizado pelo Estadãoque marcou a abertura simbólica da semana do Brasil em Nova York, ficou a leitura de que é possível construir uma agenda positiva, tendo como meta um ciclo de crescimento consistente e de longo prazo não só do PIB, mas principalmente do PIB per capita.

A boa notícia é que a bola está com o Brasil.

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