
As ações da Copasa já subiram mais de 88% este ano Foto: Divulgação/Copasa
O governo de Minas Gerais e a Copasa, empresa de saneamento do Estado, já estão sondando bancos da Faria Lima, na capital paulista, para escolher uma instituição que vai desenhar o modelo de privatização da companhia. A operação de venda da estatal é uma das mais aguardadas e pode ser uma das maiores no mercado de capitais em 2026, considerando que a companhia é avaliada hoje em R$ 14,2 bilhões.
A estatal mineira está distribuindo um Solicitação de Proposta (RFP), na expressão usada pelos bancos de investimento, que é um pedido de propostas para desenhar o modelo. Entre as possíveis opções, está uma venda subsequente de ações (acompanhamento), como foi feita pela Sabesp em 2023. Também é possível uma venda em leilão, como ocorreu com a Corsan, no Rio Grande do Sul, no final de 2022. Vários bancos estão preparando os documentos para participar desta primeira etapa do processo.
Como o ano que vem é eleitoral, o objetivo do governo mineiro é colocar a operação no mercado no primeiro trimestre. Na madrugada desta sexta-feira, 24, o processo de privatização da empresa avançou. A assembleia legislativa de Minas aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira da Constituição mineira a obrigatoriedade de consulta popular para a privatização da empresa de saneamento. Em uma longa sessão, de mais de 10 horas, foram 52 votos a favor e 18 contra a PEC.
Sabesp e Aegea são vistas como potenciais compradoras
Entre potenciais nomes que podem comprar a Copasa, fontes a própria Sabesp e a Aegea, que levou a Corsan e poderia aproveitar o fato de a empresa mineira ser listada na B3 para também se tornar uma companhia listada, o chamado IPO reverso. Investidores financeiros como Patria, Vinci e Perfin também são citados como potenciais interessados e poderiam compor consórcios.
A ação da Copasa já subiu mais de 88% só este ano na B3, com o avanço das discussões de privatização. Após a aprovação da PEC ontem em primeira votação, o BTG Pactual acha que a não privatização da empresa mineira é “improvável”. Já o Itaú BBA avalia que o sinal verde inicial dos deputados mineiros foi um progresso importante para a venda da estatal. “As chances de privatização da Copasa aumentaram acentuadamente nos últimos meses”, comentam em relatório.
O mercado entende que a transação, em meio à seca de novas ofertas na B3, tende a ganhar tração, já que o setor de saneamento tem registrado bom desempenho na bolsa, haja vista Sabesp, cujas ações acumulam valorização de mais de 50% em doze meses.
Procurados, o governo de MG e a Copasa não se pronunciaram até a publicação desta nota.
Esta notícia foi publicada na Transmitir+ no dia 24/10/2025, às15:35
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