O ranking dos 10 jogos inesquecíveis da seleção brasileira nas Eliminatórias

O ranking dos 10 jogos inesquecíveis da seleção brasileira nas Eliminatórias

8. Brasil 1×0 Paraguai, Rio de Janeiro, 1969 – Pagantes 183.341 no Maracanã para ver as Feras de Saldanha ganharem com um gol de rebote de Pelé o passaporte encaminhado para o tri, no México. A Seleção não sofreu naquele quadrangular. A Venezuela existia havia dois anos como equipe. A Colômbia não se compara ao que virou a partir da metade final dos anos 1980. E o Paraguai era chato. Mas limitado. Ainda assim fez jogo duro. Se ganhasse no Rio, haveria jogo-extra. Não foi necessário. Félix, Carlos Alberto Torres, Piazza, Gerson, Jairzinho, Tostão e Pelé foram os titulares que assim seguiram em 1970, com Zagallo. Mas três deles em funções distintas. Foi o último jogo do titular Djalma Dias na zaga. Ele ganhou os 17 que disputou. O único desde 1914 com 100% de aproveitamento. No mesmo dia, o general Arthur Costa e Silva teve um derrame que o afastaria da presidência do país durante a ditadura militar.

7. Uruguai 1×4 Brasil, Montevidéu, 2017 – Marcelo, craque do Real Madrid, falhou feio mais uma vez com a camisa amarela e criou o pênalti do gol marcado por Cavani. Nove minutos depois, o volante mais artilheiro da história da Seleção marcou golaço de fora da área. Só Tite ainda confiava nele para a Seleção, quando o convocou na primeira chamada do Brasil. No segundo tempo, Paulinho estava dentro da área como nos melhores dias de Corinthians e Brasil (2012-13) para aproveitar o rebote de belo giro de Firmino; e, no final, estava de novo Paulinho na área uruguaia para, de peito e na raça, fazer o quarto gol, em belo passe de Daniel Alves. Neymar ainda aproveitou chutão da zaga para fazer golaço por cobertura, o terceiro, na noite de Paulinho, e na solidificação então do 4-1-4-1 do treinador.

6. Bolívia 2×0 Brasil, La Paz, 1993 – A primeira derrota da Seleção em Eliminatórias. Os 3.600 metros (quilômetros?) de altitude cobraram a conta do Brasil que não vinha bem com Parreira e Zagallo. Taffarel defendeu um pênalti na segunda etapa. Mas fez gol contra bizarro em um cruzamento da linha de fundo de Etcheverry (da melhor Bolívia de todos os tempos). O segundo gol selou a derrota e iniciou crise na Seleção que só acabaria mesmo no primeiro jogo desta lista. O último daquelas sofridas e sofríveis Eliminatórias. Taffarel, Márcio Santos, Mauro Silva, Zinho e Bebeto eram os titulares que seguiriam assim na conquista do tetra, em 1994, em Pasadena.

5. Brasil 1×0 Chile, Rio de Janeiro, 1989 – O jogo que não acabou no Maracanã. A partida em que o Brasil marcou um gol com Careca, mas o placar final foi 2×0. Gol de Rosenery Melo. A Fogueteira do Maraca. Torcedora que seria capa da Playboy meses depois por acender um sinalizador que caiu no gramado, perto do goleiro chileno Roberto Rojas. Ele se atirou ao chão logo depois da explosão do artefato, cortou o supercílio com lâmina que guardava nas luvas para premeditar uma suposta agressão. Saiu de campo ensanguentado. O time chileno saiu junto. A Fifa julgou a farsa e puniu Rojas com o banimento como atleta; o Chile perdendo o jogo por mais um gol (2×0) e a chance de ir para a Copa na Itália (e também em 1994). A confusão foi ainda pouca perto do jogo de ida, em Santiago. A terceira partida desta lista que explica o clima da volta, no Rio.

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