Sonda da Nasa registra imagens mais próximas já feitas do Sol
Registros dão a oportunidade de cientistas observarem ameaças climáticas espaciais e eventos que podem afetar a Terra. Crédito: NASA
Com o objetivo de competir com a China e a Rússia por um espaço na Luao administrador interino da agência espacial dos Estados Unidos, a NASASean Duffy, publicou uma diretriz para acelerar os esforços para instalar um reator nuclear no satélite natural da Terra. Esse reator é capaz de gerar energia na Lua para apoiar uma “futura economia lunar”, segundo os Estados Unidos.
“Para avançar adequadamente com esta tecnologia crítica, capaz de apoiar uma futura economia lunar, a geração de energia de alta potência em Marte e reforçar a nossa segurança nacional no espaço, é imprescindível que a agência aja rapidamente”, escreveu Duffy, secretário dos Transportes nomeado pelo presidente Donald Trump como líder temporário da agência espacial.
Na diretriz, Duffy cita os planos da China e da Rússia de instalar um reator na Lua em meados da década de 2030, como parte de uma parceria para construir uma base lá. Se fossem os primeiros, a China e a Rússia “poderiam potencialmente declarar uma zona de exclusão” que inibiria o que os Estados Unidos poderiam fazer lá, afirma.
A diretriz pede a nomeação de um funcionário da Nasa para supervisionar o esforço dentro de 30 dias e que uma solicitação de propostas de empresas comerciais seja emitida dentro de 60 dias.
O reator deverá gerar pelo menos 100 quilowatts de energia elétrica — o suficiente para cerca de 80 residências nos Estados Unidos — e estar pronto para ser lançado no final de 2029.
Um dia lunar dura quatro semanas na Terra — duas semanas de sol contínuo seguidas por duas semanas de escuridão fria. Esse ciclo severo torna difícil para uma espaçonave ou uma base lunar sobreviver apenas com painéis solares e baterias – daí a necessidade de um reator nuclear, que gera eletricidade a partir de reações nucleares.

Conceito de imagem de um reator na superfície da Lua. Foto: NASA
Os esforços de exploração da Lua, tanto da Nasa quanto da parceria sino-russa, estão se concentrando, atualmente, na região polar sul, onde o sol nunca fica alto no horizonte e o fundo de algumas crateras fica em sombras permanentes.
Ao longo dos anos, a Nasa financiou pesquisas sobre reatores nucleares, incluindo a concessão de três contratos de US$ 5 milhões em 2022 para empresas que desenvolvem projetos iniciais. Esses projetos eram menores, produzindo 40 quilowatts e pesando menos de 6 toneladas métricas.
A aceleração do desenvolvimento nuclear faz parte dos esforços do governo para concentrar a Nasa nos voos espaciais tripulados, enquanto busca cortes profundos nas sondas espaciais robóticas, na pesquisa científica climática e no desenvolvimento de tecnologia de aviação.
No entanto, não está claro o que o reator nuclear irá abastecer.
O primeiro pouso lunar no âmbito do programa de retorno à Lua da Nasa, conhecido como Artemis, está previsto para 2027, mas muitos especialistas consideram esse prazo improvável. Muitos dos componentes necessários, incluindo o módulo lunar Starship em desenvolvimento pela SpaceX, ainda não foram testados.
O governo Trump quer migrar para o uso de foguetes e espaçonaves comerciais em vez do foguete Space Launch System e da cápsula tripulada Orion, nos quais a Nasa vem trabalhando há mais de uma década.
Um reator seria útil para estadias de longo prazo na Lua, especialmente durante duas semanas de escuridão, mas os planos da Nasa não especificam quando uma base poderia ser construída.
Duffy emitiu uma segunda diretriz, também na quinta-feira, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de estações espaciais comerciais para substituir a Estação Espacial Internacional, que está programada para ser aposentada em 2030. A diretriz muda a forma como a agência concederá contratos, permitindo mais flexibilidade.
A Nasa começará a buscar propostas dentro de 60 dias e concederá pelo menos dois contratos.
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