Nesta sexta-feira, 15, o Ministério da Saúde anunciou uma nova tabela de financiamento com investimento de R$ 2,2 bilhões em 23 medicamentos destinados ao tratamento de 18 tipos de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os medicamentos de alto custo contemplam tratamentos para câncer de pulmão, câncer colorretal, câncer renal e melanoma metastático, cujas terapias estavam defasadas, de acordo com a pasta.
“É uma modernização do acesso”, afirmou o ministro durante o evento de anúncio da expansão.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, anunciou a ampliação do acesso a tratamentos contra o câncer na rede pública Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A implementação da medida ainda dependerá da adesão de Estados e municípios. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento na oferta dos medicamentos na rede pública será de 35% e deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes.
De acordo com a pasta, a nova tabela contará com 10 medicamentos adquiridos diretamente pelo ministério. Os demais fármacos serão ofertados por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), modalidade em que a compra é realizada pelos centros habilitados no País, com financiamento federal, e Ata de Negociação Nacional.
O anúncio foi realizado no Hospital de Amor, em Barretos, no interior de São Paulo. A instituição também receberá uma verba adicional de R$ 129 milhões, segundo Padilha.
O ministério informou ainda que, pela primeira vez, será criada uma tabela específica para o financiamento de cirurgias robóticas oncológicas na rede pública, com investimento estimado em R$ 50 milhões. Segundo o ministro, nove robôs devem entrar em operação ainda neste ano em hospitais do SUS.
A nova tabela também inclui procedimentos de reconstrução mamária, que passarão a abranger todos os casos de mutilação parcial ou total das mamas, com investimento anual estimado em R$ 27,4 milhões.
Além disso, o governo anunciou um novo edital para a compra de 80 aceleradores lineares destinados aos serviços de radioterapia.
Também foi anunciada a criação da Rede Saúde Brasil, voltada à implantação de uma estrutura de banda larga sustentável para viabilizar telecirurgias no SUS.
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Confira a tabela com os novos medicamentos disponíveis:
- Abemaciclibe – câncer de mama
- Abiraterona – câncer de próstata
- Acetato de Lanreotida – tumores neuroendócrinos
- Asciminibe – leucemia mieloide crônica
- Betadinutuximabe – neuroblastoma de alto risco
- Brentuximabe vedotina – linfoma de Hodgkin
- Brigatinibe – câncer de pulmão
- Carfilzomibe – mieloma múltiplo recidivante
- Durvalumabe – câncer de pulmão
- Erlotinibe – câncer de pulmão
- Gefitinibe – câncer de pulmão
- Larotrectinibe – tumores sólidos
- Lenalidomida – linfoma folicular
- Nivolumabe – melanoma avançado
- Olaparibe – câncer de ovário
- Ainda não – carcinoma renal
- Pembrolizumabe – melanoma avançado
- Ponatinibe – leucemia mieloide crônica resistente
- Rituximabe – leucemia linfocítica crônica
- Sunitinibe – carcinoma renal e tumor estromal gastrointestinal
- Trastuzumabe – câncer de estômago
- Trióxido de arsênio – leucemia promielocítica aguda
- TSH recombinante – câncer diferenciado de tireoide