BRASÍLIA – O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 22, que o governo tem “muita reticência” à ideia de fazer aportes nos Correios. Seria uma alternativa de “último caso”.
“O Tesouro Nacional, o Ministério da Fazenda e o governo veem com muita reticência a eventual necessidade de aporte do Tesouro Nacional aos Correios”, declarou.

Durigan afirmou ainda que houve uma demanda interna no governo de mostrar que os Correios não são uma empresa ‘à deriva’, mas negou haver qualquer pedido de capitalização Foto: Washington Costa/MF
“Não é um desafio só do Brasil, enquanto você tem, de um lado, o dever de universalização, e, de outro lado, uma competição logística”, disse Durigan durante a coletiva de apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4° bimestre de 2025.
O secretário afirmou ainda que houve uma demanda interna no governo de mostrar que os Correios não são uma empresa “à deriva”, mas negou haver qualquer pedido de capitalização.
Prejuízos em série
A troca nos Correios ocorre em meio a graves dificuldades financeiras da estatal. Desde 2022, os Correios vêm apresentando prejuízos, mas o resultado negativo vem piorando.
No início deste mês, a empresa anunciou um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025 – um aumento de 222% (triplo) em relação ao prejuízo de R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior.
No segundo trimestre, o prejuízo chegou a R$ 2,64 bilhões – um aumento de quase cinco vezes em relação ao rombo de R$ 553 milhões do mesmo período de 2024.