“A Europa saiu de cima do muro. É o empurrão que faltava para subir a régua global antes da COP 30”, diz à coluna Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoauma das principais vozes brasileiras no debate ambiental internacional.
Na opinião dela e de outros especialistas de renome consultados pela coluna, a medida pressiona o Brasil por metas mais ousadas na COP de Belém. “O governo brasileiro precisa usar esse sinal dos europeus para cobrar quem ainda não colocou as metas na mesa”, diz Natalie, citando China e Índia como exemplos.
Especialistas nas negociações climáticas têm apresentado preocupação com a COP 30 de que os acordos não avancem tanto como poderiam e apontam que falta ambição do Brasil como país-sede. “É a oportunidade do País articular essa frente de compromissos, podendo chegar a Belém com um conjunto forte de anúncios. Seria uma reviravolta, porque hoje não temos nem 30 países com metas novas”, conclui a presidente do Instituto Talanoa.