Futebol Arte: Não existe Dan Stulbach sem o Corinthians
Em entrevista à série do ‘Estadão’, ator explica torcida como ‘modo de vida’, relembra Democracia Corinthiana e amizade com Sócrates. Crédito: Captação: Bruno Nogueirão, edição: Joaquim Macruz
Ó Coríntios teve as contas do exercício de 2025 aprovadas em votação no Conselho Deliberativo. Havia controvérsia entre os conselheiros, principalmente por um acordo, firmado já em 2026, que reduziu a dívida corintiana em R$ 200 milhões. O período analisado parte da gestão de Augusto Meloaté maio, quando sofreu o impeachment, e do comando de Osmar Stabileno restante do ano.
A votação teve a presença de 178 conselheiros, sendo 174 votantes, com 106 votos pela aprovação e 68 pela reprovação. Segundo apurado pelo Estadãoos vitalícios tiveram peso na aprovação, com 30 votos favoráveis em 37 possíveis.
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O déficit corintiano no exercício foi de R$ 143,4 milhões. Arrecadação bateu R$ 810 milhões. Já as despesas, R$ 666,6 milhões.
A dívida total bateu R$ 2,72 bilhões. Desse valor, R$ 723 milhões são referentes ao financiamento da Neo Química Arena. O patrimônio líquido do clube se manteve negativo, chegando a R$ 774 milhões.

Conselho Deliberativo do Corinthians votou contas com dívida de R$ 2,7 bilhões. Foto: Victor Costa/Corinthians
A auditoria independente responsável pela análise das contas recomendou a aprovação com ressalvas. É apontada a dependência de renegociações para a operação do clube. Também é citado como necessário um reforço no controle de fiscalização interna para as finanças corintianas.
No trâmite interno até aqui, as contas também haviam sido aprovadas com ressalvas. Essa foi a conclusão das análises dos conselhos Fiscal e de Orientação (Cori). Este último grupo não tem poder de deliberação, mas os pareceres elaborados são levados em conta pelos integrantes do Deliberativo.
Chegou a circular, antes da votação, um modelo para embasar o voto de reprovação integral do balanço financeiro. O documento apontava falhas no rito para justificar a medida.
Os principais problemas identificados foram gasto acima do orçamento revisado e falta de detalhamento nos gastos por área. Outro ponto atacado é a inclusão de um desconto de dívida em acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A negociação permitiu reduzir a dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com o abatimento de juros e multas. Na análise da auditoria independente, esse acordo não poderia entrar no balanço, por ter sido assinado já em 2026.
A situação delicada nas finanças corintianas deve se repetir no exercício de 2026. O clube recentemente antecipou R$ 76 milhões de patrocínios para manter o fluxo de caixa, conforme laudo da Laspro Consultores anexado ao processo do Regime Centralizado de Execuções no TJ-SP.
A dívida do Corinthians com o Daycoval saltou de R$ 111,3 milhões em janeiro para R$ 132,1 milhões em fevereiro. O banco é o responsável por adiantar os valores por meio da garantia de contrato com a Nike. As operações visam evitar colapso financeiro devido a altos custos operacionais.